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Advogados alvos da PF em caso de Sóstenes movimentaram R$ 15 milhões

Jonas Keslley Gonçalves Umbelino foi chefe da Ouvidoria do Detran-DF e foi citado na investigação da PF envolvendo Sóstenes Cavalcante

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Divulgação/PF
Advogados alvos da PF em caso de Sóstenes movimentaram R$ 15 milhões

Dois irmãos e advogados com endereços no Entorno do Distrito Federal foram alvos de buscas e apreensões em operação deflagrada pelo Polícia Federal (PF) manhã desta quarta-feira (1º/7). A PF apura um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar envolvendo o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

De acordo com as considerações da PF, em representação encaminhada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, Jonas e o irmão Jecy Kenne teriam movimentado, no total, mais de R$ 15 milhões “com recurso sistemático a saques em espécie“, procedimento considerado “típico de tentativa de dissimular a origem e o destino de valores aparentemente ilícitos“.

Jonas atuou como chefe da Ouvidoria do Departamento de Trânsito, do Distrito Federal (Detran-DF), entre março e setembro de 2007.

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Segundo a investigação, Jonas “figura como empresário com vasta rede de pessoas jurídicas em seu nome, notadamente nos ramos de construção civil e empreendimentos imobiliários, formando estrutura empresarial complexa e ramificada”.

“Quanto a Jecy Kenne, a apuração indicou atuação direta na gestão das operações financeiras do grupo, inclusive por meio de procuração”, afirmaram os investigadores.

Operação

A ação é a terceira fase da Operação Rent a Car e tem como objetivo aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos relacionado à locação de veículos custeada com verba parlamentar. Os alvos desta etapa são advogados.

Conforme mostrou a coluna do Metrópoles, de Mirelle Pinheiro, a Polícia Federal aponta indícios da participação de agentes públicos, particulares e empresas que teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos.

Os investigadores também apuram possíveis tentativas de ocultação ou destruição de provas, o que pode configurar fraude processual.

Nas fases anteriores da Operação Rent a Car, a PF identificou supostas irregularidades na contratação de uma empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), verba destinada ao custeio de despesas relacionadas ao mandato de parlamentares.