
Fábia OliveiraColunas

Viviane e Belo: psiquiatra avalia impacto emocional de trabalho com ex
O reencontro profissional entre Belo e Viviane Araújo na novela Três Graças, da Globo, despertou a curiosidade do público
atualizado
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O reencontro profissional entre Belo e Viviane Araújo na novela Três Graças despertou a curiosidade do público e trouxe à tona uma discussão que vai além do universo dos famosos: como é, do ponto de vista emocional, trabalhar com alguém com quem se teve uma relação afetiva no passado.
Para a psiquiatra Jessica Martani, de São Paulo, situações como essa exigem maturidade emocional e um bom nível de elaboração interna. Segundo ela, dividir o ambiente de trabalho com um ex pode ativar lembranças, sentimentos e reações que nem sempre estão totalmente conscientes.
“Trabalhar ao lado de alguém que já ocupou um lugar íntimo na vida emocional pode provocar desconfortos sutis ou mais evidentes. Mesmo quando o término aconteceu há muitos anos, o reencontro pode reabrir memórias ligadas a expectativas, frustrações ou vínculos afetivos que fizeram parte daquela história”, disse ela.
No caso de artistas, esse cenário tende a ganhar ainda mais camadas. A exposição pública, o interesse da mídia e, muitas vezes, a necessidade de contracenar ou interpretar personagens com envolvimento emocional acabam funcionando como gatilhos. Segundo Jessica Martani, o corpo e a mente nem sempre diferenciam com clareza o que é atuação e o que pertence à vivência pessoal.
A psiquiatra explica que tudo depende de como essa relação foi encerrada e elaborada ao longo do tempo: “Pessoas que conseguiram ressignificar o término e seguir adiante com mais clareza emocional costumam lidar melhor com esse tipo de reencontro. Já quando há mágoas não resolvidas ou sentimentos ambíguos, o convívio pode gerar ansiedade, irritabilidade ou desgaste emocional”.
Outro ponto importante destacado pela especialista é a pressão externa. Quando o relacionamento foi público, como no caso de figuras conhecidas, existe uma expectativa constante de terceiros, comentários e comparações, o que pode intensificar o impacto emocional da situação. Mesmo que, na prática, a convivência seja respeitosa e profissional, a carga simbólica permanece.
Para lidar de forma saudável com esse tipo de experiência, Jessica Martani ressalta a importância de estabelecer limites claros, reconhecer as próprias emoções e, se necessário, buscar apoio psicológico. Ignorar o que se sente ou tentar demonstrar neutralidade absoluta pode gerar um acúmulo de tensão emocional ao longo do tempo.
Segundo a psiquiatra, trabalhar com um ex não precisa ser, necessariamente, algo negativo. Quando há respeito, maturidade e consciência emocional, a experiência pode representar um sinal de crescimento pessoal. O fundamental é entender que emoções podem surgir e que saber lidar com elas é parte essencial do equilíbrio mental no ambiente profissional.







