
Fábia OliveiraColunas

Veja a declaração polêmica de Ratinho sobre Erika Hilton. Vídeo
O apresentador do SBT causou uma onda de críticas nas redes sociais, na noite de quarta-feira (11/3), e foi acusado de transfobia
atualizado
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Ratinho está sendo duramente criticado e foi acusado de transfobia por conta de uma fala sobre a escolha de Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher. As falas do apresentador foram consideradas criminosas e causou uma onda de protestos nas redes sociais.
“Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”, começou ele.
Mais críticas
Em seguida, ele afirmou: “Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo… Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”, pontuou, antes de completar:
“Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher. Mas quero dizer que não tenho nada contra a deputada, o deputado… A deputada Erika Hilton. Elas não me fez nada, ela só fala bem, mas não tenho nada contra ela. Ela é boa de prosa”, declarou.
Outras justificativas
Logo depois, Ratinho disparou: “Para quem não sabe, a deputada Erika Hilton é trans, mas será que ela entende dos problemas e desafios de uma pessoa que nasceu mulher? Porque não é fácil ser mulher”, disse.
E questionou: “E se fosse o contrário? Imagina se uma mulher trans fosse defender as pautas relacionadas ao público masculino. Estaria certo? Também não estaria. Tá certo, vamos se (sic) modernizar, ter inclusão, mas não precisa exagerar. Estão exagerando”, encerrou.
Pedido de prisão
A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) protocolou, nesta quinta-feira (12/3), no Ministério Público de São Paulo (MP-SP), um pedido de investigação contra o apresentador Ratinho por uma fala considerada transfóbica durante seu programa no SBT.
O documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, foi registrado no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MP-SP. Ela solicita a abertura de inquérito policial e a prisão de Ratinho, o qual, se condenado, pode pegar até 6 anos de prisão.
Na quarta-feira (11/3), a deputada foi eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. A eleição de Erika enfrentou forte resistência do Centrão e da direita, que articularam nos bastidores uma derrota malsucedida.

















