
Fábia OliveiraColunas

Sergio Marone fala do seu afastamento da TV: “Entender quem sou”
Longe da televisão desde que apresentou o Mestres da Sabotagem em 2021, no SBT, ator voltará à dramaturgia em breve
atualizado
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O ator e apresentador Sergio Marone, de 44 anos, vai retornar à televisão depois de quatro anos afastado. Seu último trabalho na telinha foi o programa Mestres da Sabotagem, no SBT. Dessa vez, no entanto, o famoso retornará a aparecer em uma produção bíblica da Record. “O público queria”, disse.
Volta
Sergio Marone está longe dos folhetins da emissora de Edir Macedo desde Apocalipse, de 2017. Antes, em 2015, ele participou do sucesso Os Dez Mandamentos. Em entrevista ao jornal O Globo, o ator disse que tirou esses anos longe dos holofotes para cuidar de si mesmo.
“Há um tempo fiz a opção por uma carreira mais independente, com projetos que vão acontecendo aos poucos”, começou. “Além disso, quis cuidar do corpo e da cabeça para entender quem sou de verdade. Porque isso muda tudo quando a gente volta ao trabalho. Pelo que vi nas minhas redes sociais, o público queria a minha volta”, contou.
Marone está no elenco da série Amor em Ruínas, na qual interpretará o antagonista, Amit. “O personagem é muito interessante, humano, cheio de contradições. Foi impressionante a repercussão quando anunciei nas redes sociais. O convite veio do Alexandre Avancini, um cara com quem dividi um grande sucesso na vida, o Ramsés de Os Dez Mandamentos. É alguém que eu admiro e respeito demais.”
O ator, que completa 45 anos no dia 4 de fevereiro, disse que se considera uma pessoa melhor agora do que no passado. “Estou melhor hoje do que aos 20 anos, em todos os sentidos, desde físico até maturidade de consciência”, sacramentou. “Sei que estamos sempre em transformação. Eu, com certeza, estou mais seguro nas minhas escolhas”, garantiu.
“Ecochato”?
Sergio Marone também relembrou um assunto que o deixou em evidência há alguns anos. Na ocasião, ele se definiu como “ecossexual”. “Falei isso lá atrás e viralizou. Ecossexual é a pessoa que sente prazer em andar de bicicleta e, de repente, se deparar com uma rua arborizada. Sentir um frescor, uma brisa, tomar um banho de mar… Algo que tem a ver com a simplicidade e essência”.
O famoso garantiu não se importar em ser chamado de “ecochato”. “Eu fui pioneiro ao falar deste assunto. Não é possível que as pessoas não percebam o que está acontecendo com o planeta”, lamentou.
“E eu sempre fui muito prático, acredito que, quanto menos coisa a gente tem, menor a dor de cabeça. Era o tipo de pessoa que tinha carro, mas não cuidava dele. Não sou radical, mas, quando conheço alguém que não tem a menor vontade de se engajar na causa, o desinteresse acontece naturalmente”, encerrou.











