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Perícia contradiz alegações de Junior Lima em ação de R$ 100 mil
A coluna descobriu que um laudo pericial foi apresentado na ação envolvendo Junior Lima, seus pais, Xororó e Noely, e seu antigo locador
atualizado
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A coluna Fábia Oliveira descobriu que um laudo pericial foi apresentado na ação envolvendo Junior Lima, seus pais, Xororó e Noely, e seu antigo locador. O quarteto vive no centro de uma briga envolvendo um apartamento alugado pelo irmão de Sandy e a quebra do contrato de locação.
Esta colunista já havia adiantado, em primeira mão, que o juiz do caso, Sergio Ludovico Martins, determinou a realização de uma perícia para resolver o imbróglio. Apresentado na última sexta-feira (22/5), o documento divide responsabilidades, mas desmente e derruba os argumentos principais do famoso.
Pois bem. Elaborado por Diego Nunes Pinheiro, engenheiro civil, o laudo indica que foi constatada infiltração na sala de música do imóvel. O expert apurou que o problema seria um vício oculto, resultado de possível falha na construção. A constatação foi favorável ao músico, que afirmou haver um problema estrutural no local.
De outro lado, o perito refutou as afirmações de Junior ao afirmar que não existia umidade excessiva na casa principal, afastando as alegações de infiltração generalizada. Ele negou, ainda, que a casa era inteiramente inabitável, como alegou o cantor ao rescindir antecipadamente seu contrato de locação. O mofo constatado no imóvel, segundo a análise de Diego, deve ter por origem a falta de ventilação e outros fatores de mau uso dos locatários.
Ao longo de quase 200 páginas, o perito destaca os erros e responsabilidades de ambas as partes da disputa, mas apresenta conclusões que podem pesar contra Junior Lima.
Lembramos, ainda, que o juiz não está vinculado ao resultado do laudo, logo, pode decidir em sentido diverso do concluído, desde que o faça justificadamente e explicite as demais provas que embasaram sua decisão.
O documento, no entanto, tende a ser considerado como determinante, principalmente por conta de sua natureza técnica e a credibilidade decorrente.
Relembre o caso envolvendo Junior
O processo foi iniciado pelo empresário Décio Yoshimoto, que afirmou ter alugado um imóvel para o irmão de Sandy, figurando como fiadores contratuais seus pais. Segundo ele, Junior decidiu rescindir o contrato antecipadamente, sem cumprir o tempo mínimo de permanência acordado, com a justificativa de que o local era inabitável por causa de umidade e bolor persistentes, danosos à saúde.
Diante disso, ele solicitou judicialmente que Junior e seus fiadores, Xororó e Noely, paguem o débito de aproximadamente R$ 100 mil. À Justiça, o trio se defendeu, disse que a multa contratual cobrada por Yoshimoto é indevida e pediu que a cobrança seja paralisada até que suas alegações em recurso sejam apreciadas e julgadas.
Vale lembrar que o irmão de Sandy afirma ter deixado o imóvel, supostamente inabitável, por conta de infiltrações amplas, umidade crescente e uma proliferação desenfreada de mofo. O proprietário, Décio Yoshimoto, nega as acusações e alega que eventuais problemas não tiveram origem na construção ou engenharia, mas sim no uso inadequado de Junior e sua família.









