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Fábia Oliveira

Neurocirurgião detalha doença de Lito Sousa: "Não existe tratamento"

Orlando Maia conversou com a coluna e contou que o problema de saúde do influenciador é extremamente rara, com apenas 2 casos por milhão

21/08/2026 15:05
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Neurocirurgião detalha doença de Lito Sousa: "Não existe tratamento" - Metrópoles

Fãs, amigos famosos e familiares foram pegos de surpresa, nesta sexta-feira (21/8), com a revelação de que Lito Sousa foi diagnosticado com uma doença rara chamada Creutzfeldt-Jakob, que provoca degeneração progressiva do cérebro.

Após a repercussão do caso do influenciador do canal Aviões e Música, a coluna conversou com o neurocirurgião Orlando Maia para entender o que acontece com os pacientes que apresentam esse problema de saúde, que é uma enfermidade priônica.

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“Os príons são proteínas que assumem uma conformação anormal e estão associados à destruição progressiva do tecido cerebral. A doença pode provocar alterações cognitivas, de coordenação, linguagem e outros sinais neurológicos, com evolução geralmente rápida”,, começou ele.

Casos são raros

Ainda de acordo com o especialista, a Creutzfeldt-Jakob é uma doença anormal e rara, levando à destruição dos neurônios. Ela tem uma incidência muito rara, com um a dois casos por milhão [de pessoas].

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A doença que afeta Lito Sousa é rara
Lito Sousa
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Família de Lito Sousaa alertou para golpes em nome do influenciador
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A doença que afeta Lito Sousa é rara
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O diagnóstico de Lito Sousa foi revelado nesta sexta-feira (21/8)
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O diagnóstico de Lito Sousa foi revelado nesta sexta-feira (21/8)

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Neurocirurgião detalha doença de Lito Sousa: "Não existe tratamento"
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Durante a conversa, o médico detalhou: “Os sintomas estão relacionados a um quadro demencial, se assemelhando muito à Doença de Alzheimer. A pessoa vai perdendo memória, fala, tendo confusão mental e pode ter dificuldade de andar no final ou apresentar alterações neurológicas, com deficiência motora“, enumerou Orlando Maia.

E prosseguiu: “A diferença da doença priônica é que ela é mais rápida na deterioração neurológica do paciente. Já o Alzheimer tem uma deterioração mais lenta e progressiva”, comparou.

Alerta para os sinais

O neurocirurgião alertou que os sintomas não apontam necessariamente para uma única doença desde o começo. É preciso observar como o quadro evolui e cruzar essa informação com os exames.

“Quando a evolução clínica não corresponde ao que seria esperado para a hipótese inicialmente considerada, o raciocínio diagnóstico precisa ser reavaliado. Em neurologia, o tempo e a mudança dos sintomas podem trazer informações decisivas”, comentou.

Mais detalhes

Logo depois, o médico garantiu: “A doença não é contagiosa. Ela é de origem genética. Apesar de ela ser semelhante ao mal da vaca louca, que era transmitida pelo consumo de carne bovina infectada, mas elas não têm nada a ver”, pontuou.

Ele ainda deu mais detalhes sobre a descoberta do problema: “O diagnóstico é feito pela história clínica do paciente, exames de imagem, geralmente ressonância, e o quadro de rápida evolução que chama a atenção. Podem ser feitos outros exames mais modernos, como o que coleta o líquido da coluna e tem uma especificidade maior”, disse.

No fim, ele lamentou: “Infelizmente, não existe nenhum tipo de tratamento para as doenças priônicas”, concluiu.