Fábia Oliveira

Morte de Juliana Marins: “Sequência de negligências”, diz turismólogo

Vitor Vianna conversou com a coluna e contou que o acidente que vitimou a brasileira no Monte Rinjani, na Indonésia, não foi só uma tragédia

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Instagram/Reprodução
Morte de Juliana Marins: "Sequência de negligências", diz turismólogo - Metrópoles
1 de 1 Morte de Juliana Marins: "Sequência de negligências", diz turismólogo - Metrópoles - Foto: Instagram/Reprodução

A morte de Juliana Marins, após se acidentar durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, deixou muitos brasileiros revoltados com o descaso das autoridades e gerou uma onda de protesto nas redes sociais.

Junto com as manifestações de luto e despedida, o turismólogo Vitor Vianna se manifestou sobre o caso e afirmou que o acidente que vitimou a vai muito além da tragédia. Na verdade, segundo ele, trata-se de uma “sequência de negligências” que precisa ser debatida com seriedade.

“Primeiro, é importante entender que em atividades de risco, como trilhas em vulcões ativos ou montanhas remotas, a escolha da empresa responsável pelo passeio pode significar a diferença entre a vida e a morte. E isso não é exagero!”, começou.

Nada de economizar

Ainda de acordo com o especialista, é preciso ficar atento e evitar economizar quando o assunto é orientação: “Não dá para sair por aí escolhendo a opção mais barata sem pesquisar. É preciso investigar de onde vem a empresa, se ela é registrada, se tem estrutura, se oferece guias experientes e treinados, se já houve acidentes anteriores, e como ela age em casos de emergência”, observou, antes de completar:

Morte de Juliana Marins: “Sequência de negligências”, diz turismólogo - destaque galeria
18 imagens
Tragédia ocorreu no vulcão Rinjani, na Indonésia
Vulcão Indonésia
Resgate na Indonésia
Resgate
Resgate de Juliana
Morte de Juliana Marins: “Sequência de negligências”, diz turismólogo - imagem 1
1 de 18

Reprodução/ Redes sociais
Tragédia ocorreu no vulcão Rinjani, na Indonésia
2 de 18

Tragédia ocorreu no vulcão Rinjani, na Indonésia

Reprodução
Vulcão Indonésia
3 de 18

Vulcão Indonésia

Getty Images
Resgate na Indonésia
4 de 18

Resgate na Indonésia

Reprodução/ Parque Nacional do Monte Rinjan
Resgate
5 de 18

Resgate

Reprodução/ Parque Nacional do Monte Rinjan
Resgate de Juliana
6 de 18

Resgate de Juliana

Reprodução/ Parque Nacional do Monte Rinjan
Resgate de brasileira
7 de 18

Resgate de brasileira

Reprodução/ Parque Nacional do Monte Rinjan
Juliana Marins
8 de 18

Juliana Marins

Rede social/Reprodução
Juliana Marins
9 de 18

Juliana Marins

Reprodução/X
Juliana Marins, 26 anos, é a turista brasileira que caiu em um penhasco enquanto fazia uma trilha na Indonésia
10 de 18

Juliana Marins, 26 anos, é a turista brasileira que caiu em um penhasco enquanto fazia uma trilha na Indonésia

Reprodução/Redes Sociais
Juliana Marins morrewu em junho
11 de 18

Juliana Marins morrewu em junho

Reprodução/X
Juliana Marins
12 de 18

Juliana Marins

Reprodução/X
Juliana Marins
13 de 18

Juliana Marins

Reprodução
Babu Santana cobra resgate de brasileira Juliana Marins, que caiu em trilha de vulcão
14 de 18

Babu Santana cobra resgate de brasileira Juliana Marins, que caiu em trilha de vulcão

Instagram/Reprodução
Isabelle Benito e Juliana Marins
15 de 18

Isabelle Benito e Juliana Marins

Reprodução
O ator Yuri Marçal e Juliana Marins
16 de 18

O ator Yuri Marçal e Juliana Marins

Reprodução
Tatá Werneck desabafa após morte de Juliana Marins: "Descaso absurdo"
17 de 18

Tatá Werneck desabafa após morte de Juliana Marins: "Descaso absurdo"

Reprodução/Instagram
Juliana Marins ao lado dos pais
18 de 18

Juliana Marins ao lado dos pais

Reprodução

“Para esse tipo de atividade, o guia de turismo precisa estar preparado para qualquer eventualidade. Não é apenas alguém que conhece o caminho — é alguém que deve estar treinado para agir em situações de risco, saber prestar primeiros socorros, comunicar resgates com eficiência, manter a calma diante de emergências e proteger o grupo”, disse.

E seguiu com seu relato: “Em trilhas de alta complexidade, como as de vulcão, isso não é opcional — é obrigação ética e profissional. Infelizmente, muitos guias em destinos populares não têm nenhum tipo de qualificação formal, e isso representa um perigo real para os viajantes”, declarou.

Abandono da vítima

Ainda durante o bate-papo, Vitor Vianna analisou o caso de Juliana Marins: “No caso da Juliana, o guia que estava com ela simplesmente abandonou a trilha sem prestar assistência, algo completamente inaceitável para quem deveria ser o responsável pela segurança”, pontuou.

Logo depois, ele foi além: “Mas a culpa não para por aí. O governo local também tem parcela enorme de responsabilidade. As equipes de resgate demoraram dias para agir de fato, e o que mais choca: foram enviados vídeos falsos para a família da Juliana, como se ela estivesse sendo atendida, apenas para acalmar os ânimos e fingir um socorro que nunca aconteceu. Isso é cruel”, disparou.

Atividade exige responsabilidade

O turismólogo falou também sobre a profissão: “Quem trabalha com turismo, como eu, sabe que o mundo é lindo e repleto de experiências transformadoras. Mas também sabe que o turismo é uma atividade que exige responsabilidade de todas as partes envolvidas: do viajante, da empresa que opera e dos governos que regulamentam essas áreas”, detalhou.

No fim, ele deu algumas dicas para os viajantes: “Por isso, eu reforço: viajar não é brincadeira. Pesquise, questione, cheque antecedentes das empresas e evite confiar cegamente em quem não tem preparo. E mais: exija que as autoridades locais levem a sério a segurança dos turistas. Porque nenhuma aventura vale uma vida”, encerrou.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comFábia Oliveira

Você quer ficar por dentro da coluna Fábia Oliveira e receber notificações em tempo real?