Milton Neves nega perseguição após ação vencida por jornalista
Em nota enviada à coluna Fábia Oliveira, apresentador contestou acusações feitas por ex-colaborador após disputa judicial

Após a repercussão da reportagem publicada pela coluna Fábia Oliveira sobre a disputa judicial envolvendo um ex-funcionário, a assessoria de Milton Neves enviou um posicionamento oficial nesta terça-feira (23/6) para comentar o caso.
Na nota encaminhada à coluna, a equipe do apresentador afirma que os fatos relacionados à ação trabalhista já foram amplamente analisados pelo Poder Judiciário e que o processo teve decisão definitiva.
O que diz a nota
O comunicado também contesta as demais declarações feitas pelo jornalista Roberto Pereira Gozzi, classificando-as como afirmações unilaterais que não corresponderiam à realidade dos fatos.
A assessoria ainda destacou que os processos posteriores citados por Roberto decorreriam de controvérsias comerciais e não teriam qualquer relação com alegações de perseguição pessoal ou profissional.
O texto também reforça que nunca houve qualquer prática de perseguição contra o ex-colaborador, seja no âmbito pessoal, profissional ou empresarial.
“Quanto às demais alegações apresentadas pelo ex-funcionário, tratam-se de afirmações unilaterais que não correspondem à realidade dos fatos e que já foram, ou estão sendo, tratadas nos foros competentes”, diz um trecho da nota.
Entenda o caso
O posicionamento foi enviado após a coluna revelar detalhes de uma ação trabalhista movida por Roberto Pereira Gozzi contra a MN Terceiro Tempo Rádio e Publicidade LTDA, empresa ligada a Milton Neves.
No processo, o jornalista alegou ter trabalhado sem registro em parte do período em que atuou na companhia, além de apontar diferenças salariais, horas extras não pagas e outras irregularidades trabalhistas.
A Justiça reconheceu vínculo empregatício entre 2013 e 2015 e determinou o pagamento de verbas trabalhistas, incluindo horas extras, diferenças salariais e demais reflexos previstos na legislação.
Segundo fontes da coluna, o valor final da condenação teria alcançado quase R$ 190 mil. Por outro lado, a Justiça não acolheu o pedido de indenização por assédio moral apresentado pelo ex-funcionário. A decisão transitou em julgado após o esgotamento dos recursos.
Alegou “perseguição”
Em entrevista, Roberto também afirmou que passou a enfrentar novas disputas judiciais após a ação trabalhista e alegou ter sofrido perseguição profissional.
As acusações, no entanto, foram rebatidas pela assessoria de Milton Neves, que sustenta que os processos posteriores possuem natureza exclusivamente comercial e nega qualquer prática de perseguição.
Por fim, a equipe do apresentador afirmou que não fará novos comentários sobre o assunto neste momento. “Por respeito às decisões judiciais, às partes envolvidas e aos processos em andamento, não faremos comentários adicionais neste momento”, conclui a nota.
Leia a nota na íntegra
“NOTA OFICIAL
A respeito da matéria publicada nesta data pela coluna Fábia Oliveira, esclarecemos que os fatos relacionados à ação trabalhista mencionada já foram amplamente discutidos e analisados pelo Poder Judiciário, que proferiu decisão definitiva sobre o caso.
Quanto às demais alegações apresentadas pelo ex-funcionário, tratam-se de afirmações unilaterais que não correspondem à realidade dos fatos e que já foram, ou estão sendo, tratadas nos foros competentes.
Especificamente em relação aos processos posteriores citados na reportagem, eles decorrem de controvérsias comerciais, não possuindo qualquer relação com alegações de perseguição pessoal ou profissional.
Reafirmamos que nunca houve qualquer prática de perseguição contra o referido ex-colaborador, seja em âmbito pessoal, profissional ou empresarial.
Por respeito às decisões judiciais, às partes envolvidas e aos processos em andamento, não faremos comentários adicionais neste momento.
Assessoria de Comunicação”.

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