
Fábia OliveiraColunas

Médica faz alerta após internação e quadro de Carolina Dieckmmann
Atriz surpreendeu os seguidores ao revelar que precisou ser internada após descobrir uma infecção nos rins
atualizado
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Carolina Dieckmmann surpreendeu os seguidores ao revelar que precisou ser internada após descobrir uma infecção nos rins. Em relato recente, a atriz contou que o problema foi identificado pouco antes de uma viagem e afirmou que a situação poderia ter tomado um rumo mais grave sem atendimento médico imediato.
O episódio reacendeu um alerta sobre uma condição que muitas vezes começa com sintomas aparentemente simples, mas pode evoluir rapidamente: a infecção renal, conhecida clinicamente como pielonefrite. Segundo a nefrologista e clínica médica Dra. Renata Asnis, um dos maiores problemas é que muitas pessoas confundem sinais iniciais com desconfortos passageiros ou acreditam estar diante apenas de uma infecção urinária leve.
“Nem toda infecção urinária chega aos rins, mas quando isso acontece o quadro merece atenção imediata. A infecção renal pode evoluir rapidamente e comprometer o funcionamento do organismo, especialmente quando há febre, dor lombar importante e sinais sistêmicos”, explicou.
Embora algumas infecções urinárias se limitem à bexiga, a progressão para os rins costuma provocar sintomas mais intensos. Além de ardência ao urinar e aumento da frequência urinária, pacientes podem apresentar febre alta, calafrios, dor nas costas ou na região lombar, náuseas, vômitos e mal-estar importante.
“A presença de febre associada à dor lombar ou dor nas costas merece atenção especial. Muitas vezes o paciente acredita que é dor muscular ou um mal-estar passageiro, mas pode representar acometimento renal”, alertou a médica.
Em casos mais avançados, a infecção pode afetar o funcionamento do organismo de forma sistêmica, aumentando risco de internação e até de disseminação da bactéria pela corrente sanguínea, condição potencialmente grave. Outro erro frequente, segundo a especialista, é apostar apenas em hidratação ou automedicação enquanto os sintomas persistem.
“A hidratação ajuda no funcionamento urinário, mas não substitui avaliação médica nem tratamento adequado quando existe infecção bacteriana. Esperar melhora espontânea ou interromper antibióticos precocemente pode favorecer piora do quadro ou recorrência”, explicou Dra. Renata Asnis.
De acordo com a médica, mulheres costumam estar entre os grupos mais afetados, especialmente devido à maior predisposição anatômica a infecções urinárias. Pessoas com cálculos renais, diabetes, baixa imunidade, alterações do trato urinário ou histórico recorrente de infecção também exigem atenção redobrada.
Para a nefrologista, o caso de Carolina Dieckmmann ajuda a reforçar um recado importante: sintomas persistentes não devem ser ignorados. “Quanto antes existe investigação, maiores são as chances de tratamento rápido e menor risco de complicações. Febre, dor persistente, alterações urinárias e piora do estado geral precisam ser levadas a sério”, concluiu.









