Fábia Oliveira

Marcão do Povo age contra Ludmilla após vídeo

Apresentador registrou notícia-crime e pediu retirada de publicação em que cantora afirma que ele foi condenado por racismo

atualizado

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Marcão do Povo e Ludmilla
1 de 1 Marcão do Povo e Ludmilla - Foto: Reprodução/Redes sociais.

Marcão do Povo acionou a Polícia Civil em Barueri, na Grande São Paulo, para registrar uma notícia-crime contra a cantora Ludmilla. O apresentador do SBT busca a retirada de um vídeo publicado pela artista no dia 19 de dezembro, no qual ela afirma que ele foi condenado por racismo.

A polícia já instaurou um inquérito para apurar os pedidos apresentados pelo apresentador do SBT. As informações foram divulgadas pela Folha de S. Paulo.

O que diz Marcão do Povo

Marcão sustenta que Ludmilla excedeu os limites da liberdade de expressão. Ele afirma que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) o absolveu da acusação feita pela cantora em dezembro de 2024, decisão que foi mantida após recurso neste ano.

No vídeo, Ludmilla contesta a versão de Marcão, alegando que ele se utilizou de uma manobra processual para escapar da condenação, embora a Justiça tenha reconhecido o racismo praticado contra ela. “Ele não foi inocentado, gente. Na verdade, ele usou uma manobra para se livrar das consequências. A Justiça reconhece o racismo que ele cometeu comigo, contra mim. Mas ele não vai pagar nada por isso. É uma manobra processual absurda”, declarou a cantora.

Ludmilla também questionou a postura do SBT, afirmando que a emissora precisa se posicionar sobre a permanência de um apresentador envolvido em uma acusalão de racismo. “Agora, o SBT, que é uma emissora histórica, que sempre representou a pluralidade do Brasil, precisa saber quem mantém em sua casa um apresentador condenado por racismo”, disse.

No documento protocolado na Polícia Civil, Marcão argumenta que o vídeo é mentiroso e questiona a decisão do STJ. “Tais expressões não admitem ambiguidade semântica e afastam qualquer tentativa de enquadramento como crítica genérica, configurando imputação objetiva de conduta criminosa”, afirma o documento. Ele acrescenta que Ludmilla optou por desqualificar a decisão judicial e imputar ao Judiciário suposta fraude, além de imputar a ele um crime.

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Relembre

O caso tem origem em 2017, quando Marcão do Povo, à época na Record, chamou Ludmilla de “pobre macaca” ao vivo. O episódio motivou processo judicial movido pela cantora e culminou na demissão do apresentador da emissora de Edir Macedo. Marcão declarou publicamente ter sido absolvido, enquanto Ludmilla rebateu, afirmando que ele se valeu de uma manobra processual para evitar punição, mesmo com o ato racista reconhecido.

Atualmente, Marcão apresenta o programa Primeiro Impacto no SBT. A permanência dele na emissora motivou Ludmilla a recusar uma homenagem, dizendo: “Eu não posso aceitar uma homenagem enquanto essa mesma emissora continua dando voz, espaço e respaldo a pessoas que tiveram atitudes racistas”.

 

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