
Fábia OliveiraColunas

Leandra Leal cobra checagem em tempo real após fala de Juliano Cazarré
A atriz pediu o combate imediato a fake news na TV após o famoso levar um dado falso sobre feminicídios durante um programa de debate
atualizado
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Leandra Leal usou as redes sociais para defender a checagem de fatos em debates e programas de TV após a repercussão de uma entrevista dada por Juliano Cazarré. O ator participou de um debate na GloboNews, na última terça-feira (12/5), repetiu uma desinformação sobre os números de feminicídios e homicídios no Brasil.
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Na conversa, Cazarré afirmou que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres” no Brasil. Registros oficiais, no entanto, mostram que, proporcionalmente, mais mulheres são mortas por seus parceiros do que o contrário.
No X, antigo Twitter, Leandra Leal disparou, sem citar o nome do artista: “Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade. Programas de debates e entrevistas não podem permitir que distorções de dados sejam usados para comprovar pontos de vista. A correção tem que vir na mesma velocidade da fala com checagem de fatos em tempo real”, escreveu.
Em seguida, a atriz compartilhou uma postagem que dizia: “Mulheres matam mais homens do que homens matam mulheres? Não!!!! Mas essa mentira está sendo espalhada em grupos machistas — e foi dita por um ator na TV — usando dados distorcidos”.
Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade.
Programas de debates e entrevistas não podem permitir que distorções de dados sejam usados para comprovar pontos de vista.
A correção tem que vir na mesma velocidade da fala com checagem de fatos em tempo real.
— Leandra Leal (@leandraleal) May 14, 2026
Leandro Leal ainda publicou um vídeo em seu Instagram onde reforçou a defesa pela checagem dos fatos em tempo real.
“Como é que a gente vai lidar com a fake news? Como é que a gente vai combater a fake news? Eu acho que uma das coisas que a gente tem que fazer é interferir no momento que ela começa. Então, eu gostaria de pedir um comportamento do jornalismo brasileiro que é, sim, de interferir quando uma fake news está acontecendo, principalmente em programas de debate”, começou ela.
E continuou: “Programa de debate é normal que uma pessoa apresente um dado para comprovar o seu ponto de vista, mas o jornalismo ele não pode permitir que sejam apresentados dados distorcidos, que não são reais, não são verdadeiros, para comprovar um ponto de vista”, completou.
A atriz ainda destacou o perigo de um dado distorcido ser replicado, amplificando a desinformação:
“Então, eu gostaria de pedir que a partir de… gente, já era para ter, né? Assim, até em debate político até tem, checagem de fatos. Mas a gente ter checagem de fatos em programas de debate, porque é muito perigoso quando um dado distorcido é colocado dentro de um programa de TV e depois ele é replicado, amplificado pela internet e ele começa a ganhar uma roupagem de como se ele fosse verdadeiro. E não é. Fake news é fake news. Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade”, finalizou.











