
Fábia OliveiraColunas

Juliana Marins: Vaquinha para Agam tem nova reviravolta após polêmica
Após anunciar cancelamento, organizadores decidiram manter a arrecadação para o voluntário
atualizado
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Na tarde desta segunda-feira (30/6), Vicente Carvalho, sócio-fundador da página Razões para Acreditar, anunciou que a decisão de cancelar a vaquinha destinada ao alpinista Agam foi revertida.
O voluntário, que se dispôs a ajudar no resgate do corpo da brasileira Juliana Marins, receberá integralmente o valor arrecadado, sem qualquer desconto de taxa.
O motivo para o cancelamento
A iniciativa de arrecadação, que já havia reunido mais de R$ 520 mil, tinha sido cancelada no domingo (29/6), com a intenção de devolver os recursos aos doadores.
Em comunicado, Vicente explicou o motivo da mudança: “Nosso objetivo jamais foi outro senão ajudar o Agam. Quando fizemos esse comunicado [do cancelamento], muitos de vocês expressaram o desejo e a importância desse valor chegar até ele e vocês têm toda razão”.
Cancelamento foi revertido
O processo de transferência internacional já está em andamento, com o envio dos documentos necessários e a realização do cadastro para efetivar o repasse.
A suspensão do cancelamento veio após questionamentos de doadores e seguidores sobre a cobrança de uma taxa de 20% aplicada pela plataforma Voaa, responsável pela vaquinha.
Sobre o tema, as organizações esclarecem que “A taxa de 20% praticada pela Voaa é resultado de um modelo de operação único, que vai muito além de simplesmente disponibilizar uma plataforma para arrecadação”.
Vicente ressaltou ainda que quem desejar receber o reembolso terá um prazo de 48 horas para manifestar essa opção.
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Relembre
Agam arriscou sua vida ao acessar uma região perigosa para auxiliar no resgate do corpo de Juliana Marins, que caiu de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani.
Ele passou a noite ao lado da vítima, numa área instável, para evitar que o corpo se deslocasse para locais ainda mais inacessíveis. O ato solidário comoveu o país, que se mobilizou com doações significativas.
A morte de Juliana Marins
Juliana Marins, de 26 anos, desapareceu no dia 20 de junho durante uma trilha no Monte Rinjani, um vulcão ativo localizado na ilha de Lombok, na Indonésia.
Natural de Niterói (RJ), a jovem estava em um mochilão pela Ásia e compartilhava sua experiência nas redes sociais. Durante a subida, ela teria se afastado do grupo por conta do cansaço e permaneceu sozinha por mais de uma hora, segundo relato da família.
Imagens de drones localizaram o corpo de Juliana cerca de 600 metros abaixo da trilha principal, em uma área de difícil acesso. O terreno íngreme, somado à neblina e ao mau tempo, dificultou os trabalhos da equipe de resgate, que levou quatro dias para conseguir chegar até o local.
Informações iniciais chegaram a apontar que Juliana teria sido socorrida com vida, mas a família desmentiu esses boatos e confirmou que ela já estava sem vida quando foi encontrada.
A morte da brasileira foi oficialmente confirmada na terça-feira passada (24/6) por meio de uma nota divulgada pela família.