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Lula mandou que AGU agilizasse nova autópsia de Juliana Marins

Pedido de Lula foi pela realização de nova autópsia no corpo da brasileira e Juliana será submetida ao exame

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Foto colorida da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que morreu após cair de trilha e ficar pesa em vulcão, na Indonésia - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que morreu após cair de trilha e ficar pesa em vulcão, na Indonésia - Metrópoles - Foto: Reprodução/X

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi quem ordenou que a Advocacia-Geral da União (AGU) atendesse, de forma voluntária, ao pedido da família de Juliana Marins – brasileira encontrada morta após cair durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia –, para a realização de uma nova autópsia no corpo da vítima.

Lula solicitou que a situação fosse agilizada o mais rapidamente possível. Segundo a AGU, haverá uma audiência com a família de Juliana nesta terça-feira (1º/7) – quando o corpo dela pode chegar ao Brasil – para a realização do novo exame.

O corpo de Juliana já passou por autópsia na Indonésia, em um processo cercado de polêmicas, e a família requer à Justiça que sejam realizados novos exames no Brasil. De acordo com a AGU, o órgão atenderá voluntariamente ao pedido assim que o corpo desembarcar no país.

“Devido à natureza humanitária e ao conteúdo da demanda, compreendeu-se que a postura mais adequada seria a de colaborar para que as providências solicitadas pudessem ser operacionalizadas com celeridade e efetividade”, afirmou o procurador regional da União Gláucio de Lima e Castro.

A petição apresentada pela DPU destaca que a necrópsia deve ser realizada no máximo seis horas após a aterrissagem em território nacional, a fim de garantir a preservação de evidências. O caso chegou a ser redistribuído no Judiciário, mas, com a decisão da AGU, deve ser arquivado.

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Juliana Marins e pai, Manoel Marins
Morte de Juliana Marins: O translado do corpo é obrigação do governo?
Mariana Martins junto com a foto da irmã, Juliana, que morreu
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Cronologia

  • Sábado (21/6): Juliana Marins fazia uma trilha no Monte Rinjani e caiu cerca de 200m em terreno íngreme. A turista foi filmada por um drone sentada na encosta. Nas imagens ela ainda se mexia.
  • Domingo (22/6): Resgate foi suspenso por causa das condições climáticas na região, com muita neblina. Itamaraty informou que estava em contato direto com autoridades locais.
  • Segunda-feira (23/6): Drone operado por resgatistas chegou até a jovem. Ela aparecia imóvel a 400m do penhasco do vulcão.
  • Terça-feira (24/6): Equipes de resgate encontraram o corpo de Juliana a 600m da primeira queda.
  • Quarta-feira (25/6): O corpo da brasileira foi retirado do Monte Rinjani, já sem vida. Juliana foi içada com uso de cordas. O processo de evacuação por helicóptero não pôde ser realizado devido às condições climáticas.

Autópsia na Indonésia

Segundo o legista Ida Bagus Alit, responsável pela autópsia, Juliana teria morrido entre a 1h e as 13h da quarta-feira (25/6), no horário local  – o que equivale entre as 14h de terça-feira (24/6) e as 2h de quarta-feira, no horário de Brasília. A estimativa diverge com a declaração feita pela Basarnas, que informou ter encontrado Juliana sem vida na noite de terça-feira (24/6).

“De fato, é diferente da declaração de Basarnas. Há uma diferença de cerca de seis horas em relação ao horário declarado por eles. Isso se baseia nos dados de cálculo do médico”, informou o legista à imprensa local.

A própria divulgação da autópsia também causou polêmica. Mariana Marins, irmã da brasileira, chegou a gravar um vídeo reprovando a atitude do médico legista que realizou o exame no corpo da brasileira, pois, segundo a família, o profissional concedeu uma entrevista coletiva para a imprensa antes de informar os familiares sobre a causa da morte de Juliana.

O corpo de Juliana Marins será transportado para Dubai nesta terça-feira (1º/7) e, no dia seguinte, enviado ao Rio de Janeiro. A companhia aérea Emirates confirmou a informação no início da tarde desta s

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