Irmãs Biancardi grávidas ao mesmo tempo: saiba os impactos emocionais
As influenciadoras estão vivendo um momento raro juntas. Experiência chama atenção e levanta debate sobre emoções e riscos de comparação

A notícia de que Bruna Biancardi e sua irmã estão vivendo a gravidez praticamente ao mesmo tempo chamou a atenção dos fãs nas redes sociais.
Com os bebês previstos para nascerem com poucos meses de diferença, as duas devem compartilhar não apenas a expectativa pela chegada dos filhos, mas também descobertas, dúvidas e transformações que acompanham a maternidade.
Embora a situação desperte curiosidade por envolver uma família conhecida do público, especialistas afirmam que a experiência de irmãs, primas ou cunhadas grávidas simultaneamente pode trazer benefícios emocionais importantes, mas também exige atenção a comparações e expectativas.
Respeito à individualidade
Segundo a psicóloga Mariane Pires Marchetti, especialista em capacitação em Transtornos de Ansiedade e Terapia Cognitivo-Comportamental, a vivência compartilhada pode ser positiva, desde que haja respeito às diferenças individuais.
“Viver a gravidez ao mesmo tempo que uma irmã pode ser uma experiência emocionalmente muito rica. Ter alguém tão próximo compartilhando desafios, expectativas e descobertas semelhantes costuma trazer sensação de acolhimento, apoio e pertencimento. Ao mesmo tempo, é natural que surjam comparações, já que a gestação é um período de grande sensibilidade emocional e transformação na identidade da mulher”, comentou, antes de completar:
“Comparações sobre o corpo, sintomas, preparação para a chegada do bebê ou até sobre a forma como cada uma vivencia a maternidade podem acontecer. O mais importante é compreender que cada gravidez é única. Quando existe respeito pelas diferenças e apoio mútuo, essa experiência tende a fortalecer os vínculos familiares e criar uma rede emocional valiosa para ambas”, enumerou.
Mudanças e rede de apoio
A gestação é um período de intensas mudanças hormonais, físicas e emocionais. Nesse contexto, a convivência com outra gestante da família pode ter impacto direto na forma como cada mulher atravessa essa fase.
De acordo com a ginecologista Déborah Coelho, essa proximidade costuma gerar uma rede de apoio espontânea entre as gestantes.
“É comum que surja uma parceria muito forte. As duas passam por consultas, exames, preparação para o parto e expectativas semelhantes em períodos próximos. Esse compartilhamento pode tornar a experiência mais leve e menos solitária”, observou.
Inseguranças das futuras mamães
A médica também destacou que, principalmente na primeira gestação, essa troca pode reduzir inseguranças: “Muitas dúvidas aparecem ao longo da gravidez, e ter alguém próximo enfrentando situações parecidas pode trazer conforto emocional. Isso não substitui o acompanhamento médico, mas cria um ambiente de apoio que costuma ser bastante benéfico”, explicou.
A ginecologista Carolina Cunha ressaltou, ainda, que a convivência entre bebês da mesma família, quando nascem em períodos próximos, também pode influenciar a dinâmica familiar a longo prazo.
“Quando os bebês nascem em períodos próximos, é natural que as famílias vivam momentos semelhantes ao mesmo tempo. As crianças tendem a compartilhar brincadeiras, fases do desenvolvimento e experiências que podem fortalecer os laços familiares ao longo da vida”, disse.
Ritmos diferentes
A especialista reforçou, no entanto, que cada gestação e cada criança têm ritmos próprios: “Mesmo crianças com poucos meses de diferença podem apresentar ritmos distintos de crescimento e desenvolvimento. Isso faz parte da individualidade de cada bebê e não deve ser motivo de preocupação quando o acompanhamento pediátrico está adequado”, relatou.
Apesar dos pontos positivos, médicos alertaram para um cuidado importante: a comparação entre as gestações. Para Déborah Coelho, esse é um dos principais desafios emocionais nesse tipo de experiência.
“Nem todas as mulheres terão os mesmos sintomas, o mesmo ganho de peso ou as mesmas experiências durante a gravidez. Comparações excessivas podem aumentar a ansiedade e criar expectativas irreais. O mais saudável é entender que cada gestação tem sua própria trajetória”, esclareceu.
Experiência coletiva
Ela acrescentou que isso também se estende ao desenvolvimento dos bebês após o nascimento: “Mesmo crianças com poucos meses de diferença podem apresentar ritmos distintos de crescimento e desenvolvimento. Isso faz parte da individualidade de cada bebê e não deve ser motivo de preocupação quando o acompanhamento pediátrico está adequado”, analisou.
Para muitas famílias, a chegada de novos integrantes em um curto intervalo de tempo se torna uma experiência coletiva, marcada por fases compartilhadas como ultrassons, chás de bebê e preparativos para o parto.
“Quando existe uma rede de apoio saudável, a gravidez tende a ser vivida com mais segurança e acolhimento. Compartilhar essa jornada com uma irmã pode tornar muitos momentos ainda mais especiais”, concluiu Mariane Pires Marchetti.
No caso de Bruna Biancardi e sua irmã, Bianca Biancardi, a coincidência de viverem a maternidade ao mesmo tempo chama atenção do público, mas também evidencia algo que especialistas consideram valioso: a força dos laços familiares em um período marcado por mudanças, expectativas e novos começos.

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