Influencer do Rancho do Maia será julgado por tentativa de homicídio
Maxsuwell Celso Rodrigues, conhecido como Vovozona, teria se envolvido em uma confusão que terminou com uma pessoa baleada

A Justiça decidiu que Maxsuwell Celso Rodrigues, conhecido como a Vovozona do Rancho do Maia, será julgado por tentativa de homicídio qualificado. O influenciador e o PM da Bahia Ronei da Silva Santos são acusados de se envolver em uma briga que terminou com uma pessoa baleada.
De acordo com as denúncias, a confusão aconteceu durante um evento na Igreja Nova, interior de Alagoas, em abril de 2024. Tudo teria começado com um esbarrão entre frequentadores.
Mais detalhes
Ainda segundo os autos, no meio da treta, o agente de segurança teria perguntado a Vovozona o que estava acontecendo e recebeu como resposta um “vá buscar o brinquedo, vá buscar o brinquedo”, em suposta referência à arma usada no crime.
Logo depois, as investigações apontaram que Ronei da Silva obedeceu a ordem, sacou uma pistola calibre 9 milímetros e efetuou disparos. Um dos tiros atingiu o abdômen da vítima.
Na decisão, a juíza Patrícia Siqueira de Freitas Curvelo, da Vara do Único Ofício de Igreja Nova, afirmou que elementos apontam que o influenciador instigou a agressão.
Prisão por tráfico de drogas e armas
Maxsuwell Rodrigues, conhecido como Vovozona, foi preso, em abril do ano passado, durante uma nova fase da Operação Epílogo. A ação, realizada pela Polícia de Alagoas, tem como alvo suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas e armas.
A operação cumpriu mandados de prisão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital em diversos estados, incluindo Alagoas, São Paulo, Goiás, Sergipe e Bahia. No total, foram mais de 32 mandados de prisão e 86 de busca e apreensão.
Restrições judiciais
As investigações, que duraram mais de um ano, miraram uma organização criminosa com atuação em diversas cidades alagoanas, especialmente Penedo, além de Piaçabuçu, Maceió e Arapiraca.
Vovozona e os demais investigados estão sujeitos a restrições, como a proibição de deixar a comarca onde residem por mais de oito dias sem autorização judicial.
Além disso, deverão comparecer mensalmente à Justiça entre os dias 5 e 10, a partir de abril de 2025. Eles também estão impedidos de manter contato com outros suspeitos da operação.

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