Fábia Oliveira

Fala de Rafa Kalimann sobre solidão na maternidade acende alerta

A influenciadora relatou crises emocionais durante a gestação da filha, Zuza, e chamou a atenção sobre sinais que costumam ser ignorados

atualizado

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Reprodução/Redes sociais.
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1 de 1 rafa-kalimann-compartilha-foto-mostrando-rostinho-da-filha - Foto: Reprodução/Redes sociais.

A influenciadora Rafa Kalimann desabafou ao revelar que sofreu momentos de “solidão” durante a gestação da sua primeira filha, Zuza, fruto do seu relacionamento com o cantor Nattan. A fala da famosa chamou a atenção para crises emocionais enfrentadas pelas mulheres na gravidez e, que muitas vezes, são ignoradas.

Crise emocional

Em trechos divulgados do documentário Tempo Para Amar, exibido pelo GNT, a famosa falou abertamente sobre a depressão e o sentimento de solidão num momento visto como de pura felicidade para as mulheres: “O sentimento de solidão da gestação não é o mesmo que acessamos na vida naturalmente”, explicou.

“Não é sobre estar sozinha ou não ter pessoas ao nosso redor. Uma solidão da nossa própria vida, do que era, do que passa a ser, de não conseguir compartilhar com as pessoas ao nosso redor o que estamos sentindo, por mais que tentemos, por mais que as pessoas estejam interessadas em ouvir”, reforçou.

A fala de Rafa Kalimann acendeu um alerta para uma discussão importante sobre a maternidade real e os impactos psicológicos que podem surgir durante a gravidez e no pós-parto. Especialistas alertam que tristeza intensa, medo constante, irritabilidade excessiva, sensação de incapacidade e isolamento emocional não devem ser tratados como algo “normal” da gestação.

Especialistas alertam

Segundo a pediatra Renata Castro, muitas mulheres acabam sofrendo em silêncio justamente pela pressão social em demonstrar felicidade o tempo inteiro. “A maternidade provoca mudanças físicas, hormonais e emocionais muito intensas. Existe uma cobrança para que a mulher esteja plena e realizada o tempo todo, mas nem sempre isso acontece”, começou.

“Quando sentimentos como tristeza profunda, culpa excessiva, ansiedade intensa ou apatia começam a interferir na rotina, é fundamental procurar ajuda profissional”, ressaltou.
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Rafa Kalimann e Zuza são clicadas para o Instagram
Rafa Kalimann, Nattanzinho e Zuza são clicados durante passeio
Rafa Kalimann e Zuza sao clicadas durante voo
Rafa Kalimann posa com Zuza no colo durante festinha
Zuza, filha de Rafa Kalimann e Nattan.
Rafa Kalimann, Nattanzinho e Zuzza são clicados para as redes sociais
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Zuza, filha de Rafa Kalimann e Nattan.
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Zuza, filha de Rafa Kalimann e Nattan.

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A médica ressaltou que a depressão gestacional e o sofrimento emocional no puerpério ainda são cercados de tabu, o que dificulta o diagnóstico precoce. “Muitas mães sentem vergonha de admitir que não estão bem porque acreditam que isso diminui o amor pelo filho, e não tem relação nenhuma com isso.”

“Saúde mental materna precisa ser acolhida com seriedade, sem julgamentos. Quanto antes houver suporte emocional, psicológico e familiar, maiores são as chances de recuperação e de fortalecimento desse vínculo entre mãe e bebê”, afirmou.

Não é frescura

Já para a psiquiatra Jessica Martani, o relato de Rafa Kalimann ajuda a ampliar a conscientização sobre transtornos mentais que podem surgir neste período de intensa transformação emocional. “A depressão materna não é frescura e nem falta de amor, é uma condição de saúde que precisa de acolhimento e tratamento adequado”, destacou.

A terapeuta Glaucia Santana afirmou que muitas mulheres enfrentam um conflito interno silencioso entre aquilo que sentem e o que acreditam que deveriam sentir durante a maternidade.

“Existe uma romantização muito grande em torno da maternidade, e isso faz com que muitas mães escondam a dor emocional para não serem julgadas. Quando uma mulher entende que pode falar sobre seus medos, inseguranças e fragilidades sem culpa, ela também abre espaço para um processo mais saudável de autocuidado e fortalecimento emocional”, explicou.

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