Entenda por que contrato do show de Leonardo foi anulado pela Justiça
Contrato com o cantor sertanejo foi considerado superfaturado e sem justificativas legais pela Justiça

A Justiça anulou o contrato firmado entre a Prefeitura de Gaúcha do Norte, município a 595 km de Cuiabá, e a empresa Talismã Administradora de Shows e Editora Musical Ltda para a apresentação do cantor Leonardo.
Segundo informações do G1, a decisão ocorreu após identificação de superfaturamento no valor pago pelo show, que estava programado para o dia 1º de junho de 2024, durante a 13ª Feira Cultural da cidade.
O contrato original custou R$ 750 mil, valor considerado acima do praticado para eventos similares. Apesar da notificação do Ministério Público Estadual (MPE) alertando sobre irregularidades, o show chegou a ser realizado. Agora, a empresa responsável terá que devolver R$ 300 mil aos cofres públicos, referente à quantia considerada superfaturada.

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Ver todasEx-prefeito também é investigado
Em contato com o G1, a prefeitura informou que a contratação foi realizada pela gestão anterior e que a atual administração não possui ligação com o caso.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesCom pouco mais de 8,6 mil habitantes, Gaúcha do Norte tem um histórico de shows contratados por valores médios bem inferiores ao pago neste caso, em torno de R$ 432 mil, segundo levantamento do Ministério Público.
Para o MPE, a prefeitura não apresentou justificativas legais para o valor pago, violando as normas que regulam a inexigibilidade de licitação. Além da empresa, o ex-prefeito Volney Rodrigues Goulart também responde pela ação judicial, que segue em andamento.
Leonardo fez quatro shows em Mato Grosso
Entre 2022 e 2023, o cantor Leonardo realizou quatro apresentações no interior de Mato Grosso, com cachês que variaram entre R$ 380 mil e R$ 550 mil.
Antes da realização do show, o Ministério Público havia obtido na Justiça uma liminar para suspender o evento, mas a prefeitura recorreu e conseguiu manter a apresentação, alegando que o valor contratado estava justificado por meio de notas fiscais de outros shows do artista.
No entanto, o MPE comprovou que o valor pago pelo município superava consideravelmente os preços praticados em outras contratações do cantor no estado, reforçando a ilegalidade do contrato.












