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Fábia Oliveira

Cocielo e donos do PodPah se defendem em ação por falas sobre PCD

Influenciadores afirmam que episódio tinha tom humorístico e negam ter identificado homem que move ação judicial contra eles; entenda

20/06/2026 09:00
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Reprodução/Instagram
Montagem colorida de Cocielo e donos do PodPah - Metrópoles

A disputa judicial envolvendo Júlio Cocielo, os apresentadores do PodPah e um homem com deficiência visual ganhou um novo capítulo. A coluna Fábia Oliveira descobriu, com exclusividade, que os influenciadores apresentaram sua defesa à Justiça e pediram a rejeição dos pedidos formulados pelo autor da ação.

A contestação foi protocolada em 30 de março de 2026 e assinada conjuntamente por Júlio Cocielo, Igão, Mítico, Victor Henrique Assis Franca e pela PDPH Produções S.A., responsável pelo podcast.

Na defesa, os réus sustentaram que o processo não deve prosperar porque não existe qualquer prova de que os comentários feitos durante o episódio do PodPah tenham sido direcionados a André Romão da Silva, autor da ação. Segundo eles, durante a conversa exibida no programa, os participantes fizeram referência apenas a “um cara”, sem mencionar nome, sobrenome, apelido ou qualquer outro elemento que permitisse identificar uma pessoa específica.

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Júlio Cocielo
Apresentadores do PodPah, Igão e Mitico
Júlio Cocielo, Igão e Mítico
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Júlio Cocielo, Igão e Mítico

Júlio Cocielo
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Apresentadores do PodPah, Igão e Mitico

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Os influenciadores também argumentaram que os comentários ocorreram em um contexto de entretenimento, com caráter humorístico e tom de anedota. A defesa afirmou que as falas estão protegidas pelo direito à liberdade de expressão e à manifestação artística. Os réus negaram, ainda, qualquer intenção de ofender ou prejudicar a honra de terceiros.

Outro ponto levantado na contestação é que o episódio não teria gerado repercussão suficiente para justificar o pagamento de indenização por danos morais. Os influenciadores também classificaram a ação como oportunista e apontam supostas inconsistências na narrativa apresentada por André.

Por fim, os réus afirmaram que, caso a Justiça entenda pela existência de dano moral, a indenização deve ser fixada em valor reduzido. Eles consideram excessivo o pedido de R$ 250 mil formulado pelo autor da ação.

Entenda o caso

André Romão da Silva, que é deficiente visual, processou Júlio Cocielo, os apresentadores do PodPah, o CEO do projeto Victor Henrique Assis Franca e a PDPH Produções S.A.

Na ação, ele afirmou que foi alvo de comentários feitos durante um episódio do podcast exibido em setembro de 2025. Segundo André, os participantes teriam afirmado que ele não seria realmente deficiente visual e que possuiria diversos imóveis em Osasco, na Grande São Paulo.

O autor negou as acusações, afirmou depender de ajuda financeira de parentes e vizinhos e apresentou à Justiça documentos médicos para comprovar sua deficiência visual. Segundo André, após a repercussão do episódio, ele passou a ser abordado por passageiros nos trens onde costuma pedir ajuda financeira, sendo questionado sobre sua condição de saúde e situação econômica.

Na ação, ele pediu uma indenização total de R$ 250 mil por danos morais, além de uma retratação pública dos envolvidos.

Antes disso, André também tentou obter uma decisão liminar para retirar o vídeo do ar. O pedido, no entanto, foi negado pela Justiça. Na ocasião, a magistrada entendeu que não era possível concluir, naquele momento inicial do processo, que as falas realmente faziam referência ao autor, já que seu nome não foi mencionado durante o programa.

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