
Fábia OliveiraColunas

Claudia Alencar nega acusações e rebate ex-atriz da Globo
Em conversa com a coluna, a atriz afirmou que relato divulgado por Katia D’Angelo não condiz com o ocorrido; saiba detalhes
atualizado
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Procurada pela coluna nesta quarta-feira (14/1), a atriz Claudia Alencar se pronunciou sobre a polêmica envolvendo Katia D’Angelo, após a colega relatar um encontro na Ilha da Gigóia, no Rio de Janeiro, e acusá-la de comentários depreciativos sobre aparência, cuidados estéticos e carreira.
Em resposta, Claudia negou as acusações feitas por Katia e afirmou que o relato divulgado nas redes sociais contém informações falsas. Segundo a atriz, em nenhum momento houve incentivo à realização de procedimentos estéticos ou críticas com esse teor.
O que disse Claudia Alencar
“Luto por uma sociedade democrática, livre, onde todo cidadão tenha acesso à cultura, a empregos e à saúde. O básico. Me empenho em fazer cultura. No próximo ano vou estrear uma peça incrível sobre a ditadura militar, Camaradas, de Aloísio Villar”, declarou.
Claudia afirmou ainda que apenas comentou que Katia havia engordado um pouco e reforçou que não houve qualquer fala relacionada a cirurgias ou intervenções estéticas. “Essa atriz só disse mentiras. Nunca falei para ela fazer procedimento estético. Eu só disse que ela havia engordado um pouco”, disse.
A atriz também explicou que o convite feito à colega foi para participar de um sarau cultural que acontecia no local. Segundo Claudia, a intenção era oferecer um espaço artístico, sem qualquer constrangimento. “A convidei para participar do sarau em que eu estava e poderia ler, se quisesse, meus poemas, porque eu havia levado um dos meus seis livros de poemas”, afirmou.
“Não entendo a mentira”
Claudia Alencar disse não compreender o motivo do posicionamento público de Katia D’Angelo e voltou a reforçar seus ideais pessoais e profissionais.
“Não entendo até agora a mentira de Katia. Enfim, vivo para que a democracia continue e que nosso povo tenha uma vida cada vez mais digna, próspera e honesta”, concluiu.
A manifestação ocorre após a publicação de um longo texto de Katia D’Angelo nas redes sociais, no qual a atriz criticou padrões estéticos e direcionou duras palavras à colega, dando início à repercussão do caso.
Leia o relato de Katia na íntegra
“Eu estava em paz. Em mim.
Sem palco, sem luz artificial, sem máscara.
E então vieram as perguntas:
— Por que você está gorda?
— Por que não faz uma plástica?
— Por que não tira essas rugas?
— Por que não se cuida?
— Por que não trabalha mais?
Não eram perguntas.
Eram sentenças.
Eram acusações disfarçadas de conselho.
Eram o velho chicote social tentando me corrigir.
Ela, moldada pela indústria do medo —
do medo de envelhecer,
do medo de desaparecer,
do medo de não ser mais desejável,
do medo de não ser mais vista.
Ela, plastificada por fora
e faminta por dentro.
Queria me arrastar para o seu sarau,
para o seu palco improvisado,
para a sua vitrine de validação.
Mas eu não sou mercadoria.
Não sou projeto inacabado.
Não sou erro a ser consertado.
Eu sou! Basta. Mulher, gente, resolvida. Me orgulho da minha história.
Tenho corpo que viveu.
Tenho pele que sentiu.
Tenho rugas que são mapas de expressões verdadeiras.
Tenho curvas que contam histórias.
Tenho silêncio que é mais profundo que qualquer aplauso. Me amo, posso e me permito não fazer nada se quiser. Eu me amo! Me sinto bonita e faço os outros sentirem o mesmo e reconhecerem verdades dentro de mim.
A cultura que ensina mulheres a se odiarem
chama isso de ‘se cuidar’.
Mas não é cuidado.
É violência estética.
É a obrigação de desaparecer para caber.
A verdadeira decadência
não é uma ruga.
É não suportar a própria imagem.
É precisar de palco, bisturi e aprovação
para continuar existindo.
Ela me perguntou por que eu não me reinventava.
Eu respondi a única coisa que importa:
Eu não preciso me inventar.
EU SOU!
E isso, para quem vive de máscaras,
é insuportável.
Falo em defesa das mulheres
a quem tenho a honra de dar a mão —
as que carregam a beleza natural
que querem destruir em nós.
Meu conselho à CLAUDIA ALENCAR é simples:
pare de se olhar no espelho
e comece a olhar para dentro.
Pare de perseguir o supérfluo
e volte-se ao essencial.
O seu espelho reflete algo
que talvez nem você mesma reconheça.
Porque, quando uma mulher troca essência por aparência,
ela perde exatamente aquilo
que nenhuma cirurgia devolve.
E eu?
EU SOU!”.







