
Fábia OliveiraColunas

Bianca Andrade desabafa e fala sobre luta para se livrar de vício
A influenciadora Bianca Andrade, a Boca Rosa, deu detalhes do seu vício em telas, do diagnóstico de depressão e como lutou contra o problema
atualizado
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A influenciadora e empresária Bianca Andrade, a Boca Rosa, abriu o coração e deu detalhes sobre o vício em telas que a acompanhou por anos. A famosa afirmou que nunca conseguiu ler um livro inteiro por conta da necessidade de ficar próxima ao celular e que chegou a ser diagnosticada com depressão. Segundo ela, a chegada do filho foi um dos momentos de virada na vida.
Vício em celular
Bianca Andrade falou sobre o assunto no podcast Cá Entre Nós, comandado por Fátima Bernardes. Questionada sobre sua luta contra o vício em celular, a famosa detalhou momentos de sofrimento, que começaram ainda na adolescência. Bianca Andrade chegou a afirmar que não conseguia ler livros ou assistir séries sem perder a atenção.
“Eu não tinha essa noção desse vício que eu tinha. Pra você ter uma ideia, eu passei a minha vida inteira sem conseguir assistir uma série, sem conseguir ler um livro. Porque eu começava uma série, o celular [começava a tocar]. Eu trabalhava desde os 16 anos. Na época, meu trabalho era o celular”, disse.
A famosa afirmou que as amigas, no entanto, tinham uma vida bem diferente: “Me sentia um peixe fora d’água. Minhas amigas estavam assistindo séries, estavam lendo livros, e por um acaso eu não conseguia, me sentia uma pessoa horrorosa”, contou a ex-BBB.
Mudanças
A empresária disse que começou a se atentar ao problema ao conhecer o livro Foco Roubado, de Johann Hari. “Eu li um livro chamado Foco Roubado que mudou minha vida. Numa das primeiras páginas ele [autor] fala que se sentia a pior pessoa do mundo ao ficar duas horas rolando o feed”, lembrou.
“O celular vira uma droga, ele empilha dopamina em cima de dopamina, te deixa estressado, faz perder a noção do tempo. O celular foi feito para viciar a gente e é importante a gente ter essa consciência. Eu não tinha”, completou Bianca Andrade.
Outro ponto de virada foi a chegada do filho, Cris, de 4 anos. “Eu não conseguia ficar presente com o meu filho. Eu ficava com ele, mas minha cabeça estava pensando que eu precisava mandar mensagem pra fulano, ciclano. Meu cérebro virou esse cérebro de alta vigilância o tempo todo”, contou.
“Passei anos da minha vida assim, fui diagnosticada com depressão, com transtorno de ansiedade generalizada [TAG], tinha medo de tudo”, lamentou a influenciadora.












