
Fábia OliveiraColunas

Astróloga vê “maldade impregnada no espírito” de jovem do caso Orelha
Em conversa com a coluna, Monica Buonfiglio relacionou atos de violência dos jovens do caso do cão Orelha a vidas passadas
atualizado
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Monica Buonfiglio, escritora e astróloga, comentou a comoção nacional em torno da morte do cão Orelha, em Santa Catarina, sob uma perspectiva espiritual.
Para ela, a crueldade demonstrada no caso, especialmente por um dos adolescentes envolvidos, não seria um comportamento isolado, mas um traço que se repetiria ao longo de diferentes existências.
O que disse a atróloga
De acordo com Monica, a espiritualidade que segue entende que atos de extrema violência contra animais refletem características já presentes em outras vidas.
“Segundo a teosofia, esse rapaz já era cruel em vidas passadas, né? Então essas cascas da maldade estão impregnadas no espírito dele. Ele volta como um ser mau, vai morrer e numa outra vida futura ele vai voltar pior ainda. E assim continua”, afirmou.
Ela acrescentou: “Então a pessoa ruim numa outra vida volta ruim de novo. Esse rapaz que cravou a madeira lá na cabecinha do animal é um ser ruim de outra vida”, analisou a espiritualista em conversa com a coluna.
Segundo Monica, embora mais pessoas tenham participado do episódio, a responsabilidade espiritual não seria a mesma para todos. “Os outros dois foram partícipes, mas o ruim, o ruim foi o que cravou a madeira na cabeça do animal”, disse.
A astróloga relacionou o episódio a crenças ligadas à reencarnação e à continuidade do comportamento humano. “Essa turma do mal aí já é má em outra vida também”, declarou.
Sensação de impunidade
Monica ressaltou que, apesar da leitura espiritual, isso não elimina a necessidade de responsabilização legal. Para ela, a ausência de punição contribui para a repetição de casos semelhantes. “E não vai acontecer nada”, avaliou, ao comentar a sensação de impunidade.
Ao falar sobre sua própria atuação, a escritora disse que parte de seus ganhos é destinada a iniciativas voltadas à proteção animal. “Eu, como espiritualista, parte dos meus ganhos eu reverto para entidades que cuidam de animais. São quatro instituições que eu ajudo”, afirmou. Segundo ela, os recursos são direcionados, principalmente, para custear cirurgias de cães resgatados.
Monica também disse esperar que a repercussão do caso provoque uma mudança de consciência coletiva. “Tomara que isso tudo faça com que as pessoas tenham consciência, como acontece em Amsterdã, e adotem cachorros de rua”, declarou.
Ela afirmou que todos os seus animais são adotados e que mantém apoio contínuo a ONGs. “Eu acho que o que aconteceu com o Orelha faça com que a gente comece a pensar melhor na adoção de animais de rua”, completou.
A morte do cão Orelha
O cão Orelha era um cachorro comunitário que vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, em Florianópolis (SC). No início de janeiro, ele foi encontrado ferido em uma área de mata após ser agredido com um objeto contundente.
Devido à gravidade das lesões, o animal precisou ser submetido à eutanásia. Câmeras de segurança identificaram quatro adolescentes como autores das agressões. Eles também teriam tentado matar outro cachorro, conhecido como Caramelo.
Por serem menores de idade, os envolvidos responderão por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos. A Justiça determinou a remoção de conteúdos que permitissem a identificação dos adolescentes nas redes sociais.












