
Fábia OliveiraColunas

Após morte do cão Orelha, astróloga revela agressão a seu cachorro
Monica Buonfiglio diz que viveu episódio semelhante com seu pet em 2015 e relata que o caso foi arquivado sem punição
atualizado
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A comoção nacional em torno do assassinato do cão Orelha levou a escritora e astróloga Monica Buonfiglio a relembrar um episódio vivido por ela em 2015.
Nas redes sociais, ela publicou um desabafo após ver uma vizinha pedir justiça pelo caso ocorrido em Florianópolis (SC), embora, segundo relatou, essa mesma pessoa tenha adotado anos antes uma conduta semelhante contra seu próprio cachorro.
O relato de Monica Buonfiglio
“Acabei de ver minha vizinha pedindo justiça por #orelha. Ela pediu para o pedreiro cortar a orelha do meu bassê por pura maldade”, escreveu. Segundo o relato, o cachorro ainda era filhote e latia para pedreiros que almoçavam diariamente em frente à sua casa.
Em entrevista à coluna, Monica afirmou que o episódio aconteceu em 2015, em um condomínio no interior de São Paulo. Segundo ela, os trabalhadores utilizavam facas para descascar frutas durante as refeições, instrumento que teria sido usado na agressão contra seu cão, Axl Rose.
Ainda de acordo com a astróloga, o animal desenvolveu problemas neurológicos e acabou falecendo meses depois, consequências que ela atribui às lesões sofridas na cabeça.
“Eles atravessavam a rua, comiam na frente da minha casa. Quando o meu cachorro entrou, ele estava ensanguentado”, contou.
A escritora relatou que procurou imediatamente a delegacia da cidade. Segundo ela, ao chegar ao local, foi informada de que a vizinha já havia estado ali. “A delegada falou: ‘A tua vizinha já esteve aqui’. Ela disse que eu viria em seguida e que falaria mentiras contra ela”, afirmou.
Caso foi arquivado
Ainda segundo Monica, apesar da identificação do pedreiro envolvido, o caso não avançou. “Não fui chamada para depor, não acompanhei nada. Foi arquivado”, disse. Para ela, a impunidade vivida à época se conecta diretamente ao cenário atual. “Não aconteceu nada com a minha vizinha, não aconteceu nada com o pedreiro”, completou.
A escritora afirmou que decidiu tornar o caso público agora por não acreditar que haverá responsabilização no episódio envolvendo o cão Orelha. “Não vai acontecer nada com as pessoas que fizeram aquilo com o cãozinho. Daqui a pouco ninguém vai estar mais falando sobre isso”, declarou à coluna.
A morte do cão Orelha
O cão Orelha era um cachorro comunitário que vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, em Florianópolis (SC). No início de janeiro, ele foi encontrado ferido em uma área de mata após ser agredido com um objeto contundente.
Devido à gravidade das lesões, o animal precisou ser submetido à eutanásia. Câmeras de segurança identificaram quatro adolescentes como autores das agressões. Eles também teriam tentado matar outro cachorro, conhecido como Caramelo.
Por serem menores de idade, os envolvidos responderão por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos. A Justiça determinou a remoção de conteúdos que permitissem a identificação dos adolescentes nas redes sociais.











