Associação rebate Ferrugem e Xande em ação por música e ofensa ao Islã
Na Justiça, a ANAJI afirmou que os cantores ajudaram a divulgar amplamente a música Me Abraça e rebateu os argumentos de defesa dos famosos

A coluna Fábia Oliveira descobriu, com exclusividade, que a Associação Nacional de Juristas Islâmicos (ANAJI) decidiu rebater a defesa apresentada por Xande de Pilares e Ferrugem na ação civil pública movida contra os músicos e outros réus.
Como esta coluna já contou, a ANAJI processou os cantores, a Gold Produções e Eventos, Peu Cavalcante, Claudemir Júnior, Rodrigo Leite e outros réus. A entidade sustenta que a música Me Abraça possui conotação preconceituosa e estigmatizante em relação aos seguidores do Islã.

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Ver todasEm suas defesas, os cantores alegaram que já removeram suas interpretações da música das plataformas e afirmaram que são apenas intérpretes da obra, o que, segundo eles, afastaria qualquer responsabilidade sobre o conteúdo. Os artistas também defenderam que a canção trata de uma reconciliação amorosa e alertaram para o risco de censura decorrente da ação judicial.
ANAJI rebateu
Na réplica à qual a coluna teve acesso, a ANAJI rebateu os argumentos e afirmou que, na condição de intérpretes, Xande de Pilares e Ferrugem foram os responsáveis por divulgar amplamente a obra ao público, o que evidenciaria sua relevância nos fatos discutidos no processo.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA associação também alegou que os cantores já haviam sido alertados sobre os problemas envolvendo a música e que somente retiraram as gravações de circulação após a intervenção do Poder Judiciário.
A entidade sustentou ainda que, mesmo admitindo que a música tenha temática romântica, isso não afasta o caráter discriminatório decorrente da “associação estabelecida entre Islã, Bagdá, bombardeio, engatilhar e bomba”. Segundo a ANAJI, os próprios réus reconheceram que as expressões utilizadas poderiam gerar interpretações ambíguas e constrangimentos.
A associação também ressaltou que a liberdade de expressão, embora seja um direito fundamental, não possui caráter absoluto. Na manifestação, reafirmou a responsabilidade de todos os réus e reforçou a existência de danos morais coletivos.
Testemunhas e conciliação
Em 2 de julho, Xande de Pilares e Ferrugem manifestaram concordância com a realização de uma audiência de conciliação.
Representados pelos mesmos advogados, os cantores também demonstraram interesse em convocar testemunhas que participaram da seleção da música para seus repertórios.
Os demais réus da ação igualmente informaram que têm interesse em uma eventual conciliação. Já a ANAJI declarou não se opor à audiência, mas afirmou que não possui outras provas a produzir.












