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Fábia Oliveira

Assessoria de Maria Cândida esclarece polêmica sobre Gugu Liberato

Em nota à coluna, assessoria da apresentadora explicou que fala sobre o episódio no Telegrama Legal não foi uma denúncia contra Gugu

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Em nota enviada à coluna, a assessoria de Maria Cândida explicou que a fala da apresentadora no podcast Eles que Lutem sobre uma experiência traumática no quadro Telegrama Legal, do Domingo Legal, não caracterizou qualquer denúncia contra Gugu Liberato (1959-2019) ou ao programa.

Segundo a assessoria, Maria Cândida apenas relembrou o impacto emocional de uma situação na qual atores encenaram um falso sequestro, simulando um revólver apontado para sua cabeça durante a gravação.

Impacto psicológico do episódio

O relato, segundo o comunicado, tratou do efeito psicológico dessa experiência específica, e não envolve abuso moral, assédio ou conduta indevida dentro do programa.

A jornalista reforça que nunca sofreu qualquer tipo de desrespeito ou violência no Domingo Legal. Pelo contrário, destacou o período como de grande aprendizado e conquistas profissionais, incluindo oportunidades como entrevistas internacionais e a apresentação do Oscar três vezes pelo SBT.

O pronunciamento também enfatiza o carinho, o respeito e a admiração de Maria Cândida por Gugu Liberato, reconhecendo-o como um dos maiores comunicadores da televisão brasileira.

De acordo com a assessoria, a fala da apresentadora no podcast teve o objetivo de refletir sobre como certos formatos de entretenimento dos anos 1990 e 2000, que hoje seriam considerados inadequados, eram comuns e amplamente naturalizados na época, mas que, com o avanço da consciência coletiva sobre saúde mental e ética, receberam novas interpretações.

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Entenda

Maria Cândida contou em recente entrevista que, durante sua participação no quadro Telegrama Legal, foi surpreendida por uma simulação de sequestro enquanto fazia uma cobertura de um suposto desmanche ilegal em Barueri, São Paulo.

Ela relatou que foi colocada no chão por atores e percebeu a intensidade da situação como um momento de grande tensão emocional.

Apesar do impacto psicológico, a jornalista afirmou ter retomado o controle rapidamente e continuado sua trajetória na emissora, inclusive trabalhando com Gugu posteriormente.

“Lembro que me deu um negócio estranho, mas imediatamente retomei meu controle. Depois de um tempo, falei: ‘Ah, Gugu, por que você fez isso comigo?’. Deveria ter tido uma reação de xingar, mas fui legal. Foi um abuso psicológico, um abuso moral. Aquilo mexeu com a minha cabeça por muito tempo, mas era uma pessoa do SBT, era o Gugu, então eu me calei”, relatou.

Leia a nota na íntegra

“Nota de Esclarecimento

Em relação às notícias publicadas após a participação de Maria Cândida no podcast “Eles que Lutem”, esclarecemos que em nenhum momento houve qualquer denúncia ou acusação contra o apresentador Gugu Liberato ou contra o programa Domingo Legal.

Durante o podcast, Maria Cândida foi questionada sobre sua trajetória na televisão nos anos 2000, quando o apresentador mencionou o episódio conhecido como “o pior Telegrama Legal da história”, exibido pelo programa.

Ela apenas relembrou como se sentiu naquele momento, explicando que foi surpreendida por atores que encenaram um falso sequestro, com um revólver apontado para sua cabeça, sem saber que tudo fazia parte de uma gravação. O relato se referia ao impacto emocional e psicológico dessa experiência específica, e não a qualquer tipo de abuso moral, assédio ou conduta indevida dentro do programa.

Maria Cândida reforça que nunca sofreu qualquer tipo de abuso ou desrespeito no Domingo Legal. Pelo contrário, foi um período de grande aprendizado e conquistas profissionais, em que teve a oportunidade de realizar entrevistas internacionais, consolidar sua carreira e apresentar o Oscar três vezes pelo SBT.

A jornalista faz questão de reafirmar seu carinho, respeito e admiração por Gugu Liberato, reconhecendo-o como um dos maiores comunicadores da televisão brasileira.

Sua fala no podcast teve o propósito de refletir sobre como certos formatos de entretenimento dos anos 1990 e 2000, que hoje seriam considerados inadequados, eram comuns e amplamente naturalizados na época, mas que, com o avanço da consciência coletiva sobre saúde mental e ética, ganharam novas leituras.

Não se tratou de uma denúncia, mas de uma reflexão sobre a evolução da sociedade e da comunicação, especialmente no que diz respeito à sensibilidade, à ética e ao cuidado emocional nas relações humanas e profissionais.”

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