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Ana Jeckel abre o jogo sobre novo livro e carreira: “Sonho realizado”
Em entrevista à coluna, a jovem, de apenas 25 anos, falou sobre o lançamento do livro Kiwi e os Garotos Perdidos, em maio
atualizado
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Com uma trajetória que transita entre literatura, atuação e música, Ana Jeckel vive um dos momentos mais importantes da carreira. Em entrevista à coluna Fábia Oliveira, a jovem, de apenas 25 anos, falou sobre o lançamento do livro Kiwi e os Garotos Perdidos, que acontece em maio, além da construção da carreira como atriz e cantora, mostrando sua versatilidade artística.
“É um marco muito importante na minha carreira. Será meu primeiro livro publicado por uma casa editorial grande e tradicional como a Editora Rocco e também a primeira vez que um livro meu estará nas livrarias de todo o país”, celebrou. “Minha verdadeira estreia no mundo da literatura nacional e uma virada de chave importante para a minha carreira. Mas acima de tudo, representa um sonho de infância realizado”, acrescentou.
Voltado para o público jovem, o livro mergulha em temas como amizade, luto e amadurecimento, questões que, segundo Ana, fazem parte da essência de suas histórias. “Ser adolescente não é fácil e eu gosto de trazer identificação e pertencimento nas minhas obras. Um lugar seguro para os meus leitores poderem se refugiar do mundo lá fora”, explicou.
Além da escrita, Ana também construiu uma carreira como atriz e cantora. Sobre a participação na série Tudo Igual… SQN, ela define como um sonho realizado: “Gosto de falar que eu cresci assistindo Disney e lendo Rocco. E agora faço parte da história dos dois”. Já na música, revela uma conexão ainda mais antiga: “A música foi a primeira arte que entrou na minha vida. Desde que me conheço por gente, eu amo cantar”.
Com presença confirmada na Bienal e uma base fiel de leitores, Ana Jeckel encara o futuro com entusiasmo e muitos planos. “Não consigo imaginar o alcance que Kiwi e os Garotos Perdidos pode ter, mas estou ansiosa para descobrir”, disse. E já adianta que as ideias não param: “Quero continuar escrevendo para jovens. Acho que é a minha vocação”, declarou.
Leia a entrevista completa com Ana Jeckel:
“Kiwi e os Garotos Perdidos” chega agora em maio. O que esse momento representa pra você?
É um marco muito importante na minha carreira. Será meu primeiro livro publicado por uma casa editorial grande e tradicional como a Editora Rocco e também a primeira vez que um livro meu estará nas livrarias de todo o país.
Diferente de tudo que eu já havia vivenciado durante os meus anos como autora independente, sinto que o lançamento de “Kiwi e os Garotos Perdidos” é só o início. Minha verdadeira estreia no mundo da literatura nacional e uma virada de chave importante para a minha carreira. Mas acima de tudo, representa um sonho de infância realizado.
Por que escolheu trabalhar temas como amizade, luto e amadurecimento nessa obra?
Ser adolescente não é fácil e eu gosto de trazer identificação e pertencimento nas minhas obras. Um lugar seguro para os meus leitores poderem se refugiar do mundo lá fora. Que possam ser amigos dos meus personagens, se conectar com eles, rir e chorar com eles também. Fazer parte do grupo e crescer com eles, enfrentar o amadurecimento e a passagem da adolescência para a vida adulta sem se sentirem solitários.
O que diferencia esse livro dos seus trabalhos anteriores?
“Kiwi e os Garotos Perdidos” é um livro muito importante para mim. Ele é meu primeiro título que se passa no mundo real. É uma obra que deu bastante trabalho e teve uma construção diferente dos outros, já que eu fui até Ilhabela eu mesma, o lugar onde a história se passa, para viver na pele a aventura dos Garotos Perdidos e poder traduzir em palavras a minha experiência da maneira mais fiel possível. Então, quando os meus leitores se apaixonarem pela Kiwi e pelo grupo de amigos de Nalu, Riva, Pedregulho e Lince, eles poderão viajar até Ilhabela também, e visitar todos os lugares que aparecem na história, o que é muito legal.
O que mais te inspira na hora de criar histórias voltadas para o público jovem?
Gosto de escrever livros que eu gostaria de ter lido aos 13 anos de idade. Sinto que é uma fase cheia de desafios, mas esperança também. Gostamos de fantasiar sobre o futuro e ansiamos por aventura correndo nas veias. É um momento mágico para se tornar um leitor e uma fase cheia de descobertas pessoais. Quando viramos fãs de uma obra ou um autor nessa idade, geralmente carregamos aquelas histórias para o resto da vida, pois elas fazem parte de quem somos e de quem queremos nos tornar. Acho que é isso. Quero ser importante, inspirar e impactar a vida dos adolescentes que se sentem sozinhos e perdidos, como eu me sentia. Quero ser um exemplo e ajudá-los a descobrir quem eles querem ser quando crescerem, afinal, ninguém precisa passar por isso sozinho.
Você também construiu uma carreira como atriz. Como foi participar de “Tudo Igual… SQN”?
Foi a realização de outro sonho, com certeza! Gosto de falar que eu cresci assistindo Disney e lendo Rocco. E agora faço parte da história dos dois. Foi a primeira série nacional do Disney Plus e foi uma honra participar. Foram dois anos de muita praia, skate e texto para decorar hahaha.
Sua personagem Beta tem muitas camadas. O que mais te marcou nesse papel?
Com certeza foram as vivências para dar vida à personagem. Beta é uma menina carioca e eu sou gaúcha. Tive que aprender a atuar com sotaque, além de pintar o meu cabelo castanho de loiro e aprender a andar de skate. Além disso, também tive aulas de desenho, grafite e um intensivo de Libras para a segunda temporada. São coisas divertidas que aprendi para poder performar em frente às câmeras, mas foram legados lindos que a Beta me deu para a vida.
Entre atuação e escrita, existe alguma linguagem que te desafia mais?
Eu sou uma garota de roteiros, mas sou mais escritora que atriz. É um impasse. A atuação me trouxe facilidade em escrever diálogos em formato de roteiros cinematográficos, o que é um diferencial na minha escrita. Meus livros tem uma linguagem muito audiovisual, o que chama a atenção de muitos leitores iniciantes que costumavam não gostar de ler. Já, minha maior dificuldade, acho que são cenas de ação em prosa. Eu penso em audiovisual. Penso em como um ator faria aquele personagem, como diria suas falas e quais movimentos faria em cena. Nem sempre isso funciona em um livro e é algo que eu estou constantemente tentando melhorar.
Além de escrever e atuar, você também canta e compõe. Como a música entrou na sua vida?
A música foi a primeira arte que entrou na minha vida. Desde que me conheço por gente, eu amo cantar. Toco piano desde os três e violão desde os dez. Toquei guitarra em uma banda por três anos, já escrevi mais de trezentas músicas, incluindo álbuns, singles e EPs autorais e trilhas sonoras para webséries.
Por boa parte da minha adolescência, pensei que esse seria meu caminho profissional e que me tornaria uma cantora, mas o universo tinha outros planos. De uma forma ou de outra, acabei trabalhando com escrita. A música hoje é um belo hobby. Além disso, gosto de compor músicas inspiradas nos meus livros, então uma coisa sempre complementa a outra.
Você participará da Bienal pela primeira vez. Qual é a expectativa para esse encontro com os leitores?
Será minha primeira vez publicada por uma editora, sim. Fui na Bienal do Livro de 2024 como autora independente, onde vendi mais de 1.500 livros e vários produtos inspirados nas minhas histórias. Esgotamos o estoque duas vezes e encontrei centenas de leitores. Foi lindo. Mas tudo será diferente desta vez e eu realmente não sei o que esperar. Não consigo imaginar o alcance que “Kiwi e os Garotos Perdidos” pode ter, mas estou ansiosa para descobrir. Amo sentar naquela cadeira, com uma caneta na mão e receber, um por um dos meus fãs, com uma linda dedicatória, conversas e muitos brindes!
Que tipo de história você ainda quer contar no futuro?
Quero continuar escrevendo para jovens. Acho que é a minha vocação. Tenho várias histórias esperando a hora certa para serem contadas. Gosto de ideias com toques paranormais e bandas de rock, escolas de magia, e os mistérios do mundo dos sonhos. Realismo mágico é minha paixão e ainda tenho muitas histórias de pirata para contar também. Um grande sonho meu é escrever uma série para streaming sobre um grupo de garotas nos seus vinte e poucos anos, vivendo na cidade grande em busca de seus sonhos. Então, sim. Além de livros, pretendo explorar outros tipos de escrita e, quem sabe, ter uma história adaptada para o audiovisual algum dia.







