
Fábia OliveiraColunas

“A gente precisa se enxergar”, diz Alanis sobre casal gay em novela. Vídeo
Atriz falou com a coluna durante confraternização de Três Graças, no Rio, e comentou o sucesso da relação entre Lorena e Juquinha
atualizado
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Durante uma confraternização que reuniu parte do elenco de Três Graças no Rio de Janeiro para celebrar os 100 capítulos da novela das nove da Globo, Alanis Guillen falou com a coluna sobre o momento vivido pela trama e pela personagem Lorena.
A atriz também comentou a repercussão do relacionamento entre sua personagem e Juquinha, interpretada por Gabriela Medvedovski.
Clima de celebração
Segundo Alanis, o clima entre os colegas de trabalho reflete a boa fase da produção no ar. A artista descreveu as gravações como um processo marcado por entusiasmo e satisfação com o alcance da história junto ao público.
“Está sendo uma alegria diária. A gente vem gravar, trabalhar com muita alegria, entusiasmo, muita felicidade e preenchidos com o sentido dessa história que está chegando num público imenso. É só alegria, muita alegria. Hoje é uma celebração”, afirmou.
O desafio de interpretar Lorena
A intérprete de Lorena contou que aceitou o papel motivada pelo desafio de mergulhar em uma personagem marcada por temas contemporâneos. Para ela, o formato das novelas já traz exigências próprias, ainda mais ao assumir um novo trabalho logo após o término de outro.
“Eu amo desafio. Todos os personagens eu gosto muito pelo desafio que me atravessa. Mas fazer novela é sempre um desafio. Topei fazer uma novela logo depois de outra e essa personagem traz essa complexidade dos temas contemporâneos que ela carrega com muita força”, explicou.
“Foi uma surpresa”
Durante a conversa, Alanis também comentou sobre a construção do relacionamento entre Lorena e Juquinha na história. De acordo com a atriz, a trama envolvendo as duas personagens não estava prevista inicialmente quando recebeu os primeiros detalhes do papel.
“Quando me apresentaram a personagem, não tinha ainda essa parte da história. Foi uma surpresa que veio quando a gente já estava ali. Quando veio, eu fiquei muito feliz, porque para mim também é muito significativo representar isso”, disse.
A importância da representatividade
Ela destacou ainda a importância de levar esse tipo de narrativa para a televisão aberta e afirmou que tem recebido retorno positivo do público desde que a relação entre as personagens começou a ser exibida.
“A gente precisa se enxergar. Eu fiquei muito feliz de poder ser essa porta-voz, essa representante. Estou me sentindo muito abraçada pelo público, de uma maneira linda, muito poderosa mesmo”, declarou.
Para Alanis, a reação da audiência mostra uma mudança na forma como histórias desse tipo têm sido recebidas. “A gente está vendo essa transformação na televisão aberta, com um público diverso. Sempre existiram dificuldades para essas histórias serem contadas, e a forma como está sendo recebida é um presente”, afirmou.





