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Fiat lança o Mobi, um popular que vai dos R$ 31,9 mil aos R$ 43,8 mil
Modelo não substituirá o Uno nem o Palio, embora agregue mais tecnologia. São tantos acessórios opcionais (mais de 40) que montá-lo é tarefa para quem gosta de Lego
atualizado
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No final de fevereiro, no lançamento da picape Toro, o presidente FCA Latin American, Stefan Ketter, surpreendeu ao declarar que a empresa não tinha medo de crise e que iria continuar investindo no Brasil. “Tudo isso vai passar. E quando isso acontecer, estaremos à frente de quem não o fez.”
De lá para cá, o clima de tensão social, político e econômico piorou, mas a FCA parece nem ligar: ontem à noite, num evento em São Paulo, a Fiat lançou mais um carro. É o Mobi, um hatch compacto que faz referência à expressão mobilidade e que foi pensado planejado e produzido por brasileiros.
O Mobi será praticamente um veículo para customização, tantas são as opções para montá-lo (seis, na verdade). A de entrada (Easy) é um autêntico pé-duro, pois nem limpador e desembaçador de vidro traseiro tem. Nem vidros e travas elétricas. É dirigida a frotistas e virá com bancos traseiros bipartidos e tela LCD com indicador de troca de marchas. Ah: os airbgs frontais e os freios ABS são obrigatórios por lei.
A partir daí, começa a montagem do quebra-cabeças (são mais de 40 acessórios, para se ter uma ideia). A segunda versão, a Easy On, terá ar-condicionado, direção hidráulica. Depois, o consumidor pode incluir vidros e travas elétricas e limpador e desembaçador dos vidros traseiros. E por aí vai.
Versões e preços
Easy – R$ 31.900
Easy On – R$ 35.800
Like – R$ 37.900
Like On – R$ 42.300
Way – R$ 39.300
Way On – R$ 43.800
O pacote de upgrade para as demais versões inclui o rádio Connect, com tela de 4’’ com leitor de MP3, entradas USB e auxiliar e Bluetooth) e volante multifuncional com comandos do rádio e regulagem de altura.
Em seguida, outra configuração traz sensor de estacionamento, retrovisor elétrico, rodas de liga-leve (14’’), vidros traseiros elétricos, regulagem de altura do banco do motorista etc. Na top de linha, virão detalhes estéticos, como rack de teto.
Motor 1.0
O Mobi será equipado exclusivamente com motor 1.0 flex da família Fire e câmbio manual de cinco velocidades. Talvez, no meio do ano, chegue versões com motor 1.4 flex – com transmissão automatizada.
Cargo box
Bem, um detalhe interessante do Mobi – mas não inédito – é a cargo box (que fica sob o “piso” do porta-malas para guardar separadamente os produtos que você quiser).
Na verdade, o porta-malas pode ser dividido em diferentes compartimentos. E o comprador ainda levará bolsa ecológica para carregar compras.
A tampa traseira é em vidro, o que chama a atenção. Parece com o UP!, da Volks (que não é de vidro).
Feito para o celular
Em relação à conectividade, uma boa ideia, mas só disponível a partir de junho: o uso do celular como o display do som do carro. Basta emparelhar, via Bluetooth, depois de baixar um aplicativo no site da Fiat.
A partir, pode-se ouvir músicas, traçar rotas pelo Waze, Google Maps e o que você preferir.
A função Eco Drive, por sua vez, permite entender se o consumo está “consciente” – ou mais ou menos do que o necessário, na verdade, e principalmente em Brasília, a terra do Cartel dos Combustíveis. O Car Parking ajuda o motorista distraído onde o carro foi estacionado.
O pacote de cores é inusitado: roxo, verde (perolizadas) e outras variaçõesde azul e vermelho de sobrenomes chiques (Oppulence ou Banchisa).
Prorrogue a garantia
A garantia será de três anos, mas com opção de prorrogação de um ou dois anos (a ideia parece ter dado certo com a picape Toro, que deu a largada no universo automobilístico no que já era adotado em equipamentos eletrônicos, por exemplo).
Vai ter canibalização de outros produtos, como o Uno e o Palio? Dificilmente a Fiat admitiria, mas é fato: o Mobi atenderá consumidores do Uno Vivace (versão de entrada) e, embora não elimine o Palio Fire, certamente fará estragos.















