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Crise? Mercado de veículos premium é só sucesso

Audi, BMW e Mercedes-Benz não têm do que reclamar. Apesar da retração econômica

Repórter de Entre-Eixos19/09/2015 10:01, atualizado 19/09/2015 11:20
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Crise? Mercado de veículos premium é só sucesso
Crise? Mercado de veículos premium é só sucesso

Sim, há boas notícias no setor automotivo. A marca alemã Audi, do segmento premium (ou luxo, como queiram), acaba de registrar um feito importante: emplacou, literalmente, pela primeira vez para uma marca chique, mais de 1,9 mil carros em um mês no mercado brasileiro. Foram 1.944 unidades em agosto. Isso significa uma elevação de 40,4% na comparação com o mesmo período de 2014.

Em julho, a Mercedes-Benz obteve seu melhor desempenho de vendas desde o início das operações no Brasil: 1.850 veículos emplacados. No primeiro quadrimestre do ano, a MB cresceu 31% nas vendas de automóveis desse grupo específico.

O primeiro semestre de 2015 resultou num recorde nas vendas da marca: 7.513 unidades emplacadas, em comparação com 4.985 veículos no mesmo período de 2014. O market share foi de 33,3% no segmento premium.

O Classe C, carro-chefe da marca, foi o líder de vendas, com 3.084 unidades emplacadas no acumulado do ano.

Interior de uma das versões do Classe C: sedã premium preferido
Interior de uma das versões do Classe C: sedã premium preferido dos executivos

O GLA (foto no alto do post), com 1.880 veículos comercializados no mesmo período, pode também ser considerado um sucesso. Com a chegada do GLA 250, a família agora conta com sete versões.

O fato é: numa briguinha por detalhes (inclui ou não os comerciais leves, por exemplo?), a Audi, a Mercedes-Benz e a BMW estão ali em cima, palmo a palmo, crescendo e disputando um mercado ainda sadio.

A festa da Audi tem razão de ser? Se você considerar um sedã 1.4 como modelo premium, com bancos de couro sintético, por exemplo, vale lembrar: foi o A3 que vendeu 3.095 exemplares no acumulado do ano.

A3 flex, brasileiro: nas lojas em novembro
A3 flex, brasileiro: nas lojas em novembro

Em suma: 11.007 veículos (todos os modelos Audi) comercializados nos primeiros oito meses do ano, o que representa um crescimento de 53,4% sobre julho e de 40,4% sobre o mesmo período de 2014.
E apesar dos pesares, a linha de produção da empresa em São José dos Pinhais, ao lado de Curitiba, garantirá o Q3 nacional. Ela está gastando R$ 542 milhões para produzi-los lá.

Ah, outro detalhe: no primeiro semestre, a Audi levou às garagens de clientes, em todo o mundo, e pela primeira vez, mais de 900 mil automóveis. Isso significou o seguinte: receitas de 30 bilhões de euros, com lucro operacional para 2,9 bilhões.

A crise assusta? Ora, a Mercedes-Benz acaba de abrir três novos pontos de venda. No ano passado para cá, a montadora alemã passou de 32 concessionários para 45. Agora, em 2015, chega aos 50 pontos de venda.

No geral, as alemãs investem cerca de R$ 2 bilhões na disputa pelo segmento no Brasil. Há estudos comprovando: o mercado automobilístico acima dos R$ 100 mil cresce seis vezes mais do que o dos “normais”. Não é à toa: a Mercedes-Benz investe R$ 500 milhões na nova fábrica em Iracemápolis (SP), que deve ser inaugurada em fevereiro do ano que vem. Vai produzir, claro, os modelos Classe C e o GLA.

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O i3 BMW elétrico: sim, ele faz sucesso aqui

A BMW, por sua vez, tem investindo quase R$ 800 milhões em Araquari, Santa Catarina. A fábrica iniciou a produção em setembro de 2014. Já saem das linhas de montagem quatro modelos: BMW Série 3, BMW X1, BMW Série 1 e BMW X3. E a marca ainda estimula com disposição a venda de importados elétricos.