Pesca na água: brincadeira estimula inteligência dos cães, mas exige cuidados
Brincadeira de pesca na água estimula o instinto de caça e reduz o estresse dos cães, mas exige cuidados; veterinária revela quais

A brincadeira de pesca na água é simples e fácil de fazer. É necessário colocar pedaços de alimentos saudáveis flutuando em um recipiente para o cachorro “caçar”. A atividade é uma excelente ferramenta para gastar a energia mental de cães e combater distúrbios de comportamento dentro de casa.
Ao simular o comportamento de busca do animal em ambiente natural, a atividade física e cognitiva reduz o tempo ocioso e ajuda a acalmar pets hiperativos de forma totalmente dinâmica.

Ativação do instinto e gasto de energia mental dos cães
Na natureza, os animais carnívoros precisam caçar, realizando movimentos calculados, nadando e escalando para obter alimento. A rotina doméstica priva os cães desses desafios diários, o que frequentemente resulta em distúrbios comportamentais.
A proposta da pesca na água não é deixar o cão “mais inteligente”, e sim ativar as habilidades natas da espécie.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA veterinária Valeska Rodrigues destaca que “atividades que permitem aos cães preservar ou estimular habilidades da espécie são favoráveis ao desenvolvimento e ainda proporcionam uma melhor condição física”.
Alimentos permitidos e os riscos de engasgo
Para que a atividade seja saudável, a escolha do que vai boiar no pote é crucial.
O tutor pode utilizar legumes e verduras como brócolis e folhas escuras, mas é indispensável consultar o médico veterinário para adequar a recompensa ao perfil de cada pet.
No geral, os cachorros podem comer banana, melão, maçã (sem sementes) e cenoura crua, que ajuda a limpar os dentes.
Eles também podem consumir abobrinha, abóbora e chuchu, desde que cozidos apenas em água ou vapor, além de carnes e ovos com cozimento total, sempre preparados sem nenhum tipo de óleo, sal ou tempero.
Itens como uva, abacate, cebola, alho, batata crua e tomate são estritamente proibidos devido ao risco de toxicidade. Se preferir, o tutor também pode trocar as frutas por brinquedos flutuantes que sejam totalmente seguros.
Na hora de montar a pesca na água, a preparação dos pedaços exige atenção para evitar engasgos. O corte não deve ser tão pequeno quanto os grãos de ração, garantindo que o cão consiga apreender a recompensa com a boca e retirá-la sem dificuldades.
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Cuidados e contraindicações
A estrutura física do pote com água deve ficar, no máximo, na altura dos cotovelos do animal para evitar quedas, mantendo o nível da água um pouco abaixo da linha do recipiente. Raças muito ativas ou com aptidão aquática, como border collie, golden retriever, beagle e labrador, são as mais indicadas para a prática.
Cães de focinho curto, como o pug, o bulldog francês e o shih tzu, também podem participar, mas exigem que o nível de água seja ainda mais baixo e os pedaços de comida sejam maiores, além de supervisão constante para evitar acidentes.
A frequência ideal de treino pode ser diária para cães hiperativos, ou de uma a duas vezes por semana para os demais.
Embora a pesca na água seja benéfica, a professora do curso de Medicina Veterinária da Unifran, Valeska Rodrigues, faz importantes recomendações de saúde: cães propensos a dermatites ou com problemas respiratórios não devem brincar.















