Peixe betta: bióloga lista cuidados necessários para o bem-estar do animal
O peixe betta vive até cinco anos com os cuidados certos, inclusive um aquário do tamanho ideal; saiba mais cuidados com a espécie

Criar um peixe betta em casa de forma saudável exige um aquário de 10 a 20 litros, uso de termostato, filtro com fluxo suave e dieta rica em proteínas. De acordo com a bióloga Rayssa Nayara, a espécie sofre com o mito popular de que não precisa de espaço, no entanto, esse e outros cuidados, na verdade, escondem falhas graves que podem comprometer o bem-estar do animal.
Esses peixes costumam viver de três a cinco anos quando recebem o cuidado adequado e não sofrem com erros de manejo. A longevidade da espécie está ligada principalmente à estabilidade da temperatura e à qualidade da água em que vivem.

Recipientes muito pequenos reduzem a atividade de natação e favorecem comportamentos considerados anormais.
A especialista afirma que é necessário no mínimo 5,6 litros apenas para a exposição e venda em lojas, exigindo volumes maiores para a manutenção doméstica.
Entre no canal de WhatsApp do Vida e EstiloPara estruturar o ambiente e reduzir o estresse do betta, é fundamental o uso de plantas e substrato adequado. O controle da qualidade da água também é essencial, mantendo sempre os níveis de amônia e nitrito seguros.

O ambiente e a convivência ideal para o betta
O aquário precisa de um aquecedor para evitar variações de temperatura, especialmente em ambientes frios, e um filtro que auxilie na biologia. Como a espécie respira o ar atmosférico e não é boa nadadora contra correntes, o fluxo dos equipamentos deve ser suave.
Em relação aos companheiros de tanque, a agressividade varia bastante. “Alguns bettas podem conviver com determinadas espécies de peixes de maneira relativamente pacífica, principalmente quando há espaço suficiente”, destaca a especialista.
Colocar dois machos adultos juntos não é recomendado. Por serem muito territoriais, as agressões são intensas e resultam em ferimentos ou morte. Já as fêmeas podem ser mantidas em grupos dependendo do espaço e do monitoramento, embora alguns indivíduos também apresentem agressividade.

Alimentação controlada e a troca de água
Por ser um animal carnívoro e insetívoro, a dieta deve focar em proteínas. A base alimentar é a ração específica de boa qualidade, que pode ser complementada ocasionalmente com artêmia, dáfnia e larvas de mosquito. A fonte ressalta que o excesso de alimento é um dos principais problemas no manejo.
A limpeza do tanque exige cuidado para não causar choque térmico. A retirada de toda a água de uma vez não é recomendada na rotina. O ideal é fazer apenas uma troca parcial de 20% a 25% do volume semanalmente para a higiene. É obrigatório utilizar água tratada com condicionador para remover o cloro e as cloraminas durante essas trocas.

Os primeiros sinais de alerta e a saúde do betta
Observar a aparência e o comportamento diário do animal é o primeiro passo para identificar doenças. A perda repentina da coloração, as nadadeiras fechadas ou retraídas e a falta de apetite são os principais sintomas de que a saúde está comprometida.
As nadadeiras podem apodrecer caso seja usada água de baixa qualidade. “No caso específico das nadadeiras corroídas, elas podem apresentar bordas irregulares, desfiadas, transparentes ou descoloridas, e a perda de tecido pode continuar avançando”, descreve Rayssa.
Quando o tutor entende e respeita as reais necessidades de espaço e enriquecimento, a adoção se torna uma ótima experiência. Cuidar corretamente de um betta ajuda no desenvolvimento da responsabilidade, garantindo bem-estar ao animal, que se destaca pela grande diversidade de cores e formas.





