Outubro Rosa: câncer de mama afeta pets e tratamento precoce salva vidas
Este mês, a campanha de conscientização Outubro Rosa lança luz sobre o tratamento de câncer de mama e vale, inclusive, para os pets

Este mês, a campanha de conscientização Outubro Rosa lança luz sobre o tratamento de câncer de mama e vale, inclusive, para os pets, que também podem ser acometidos pela doença. Recentemente, foram instituídos critérios cirúrgicos mais precisos para o tratamento de tumores mamários em cadelas e gatas.
De acordo com o veterinário Nazilton Reis, a cirurgia adequada aumenta a sobrevida e reduz o risco de metástase nos animais.

Até pouco tempo atrás, cada profissional adotava uma técnica para remover os tumores mamários, variando entre retirar apenas a lesão ou toda a cadeia. A situação mudou com um documento da Associação Brasileira de Oncologia Veterinária (ABROVET), baseado em um consenso liderado pelo professor Geovanni Cassali, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Com as novas regras, o procedimento ganhou precisão e segurança para o pet. “A partir do momento que eu aplico a cirurgia com a extensão adequada, eu posso promover um tempo maior de sobrevida para o paciente e uma diminuição do risco dele desenvolver uma metástase”, explica Nazilton Reis.
Entre no canal de WhatsApp do Vida e EstiloA necessidade de quimioterapia pós-operatória também passou a ser avaliada conforme o grau de agressividade e subtipo do tumor.

O dilema da castração precoce em pets
Historicamente defendida como a principal forma de prevenção contra o câncer de mama, a castração precoce se tornou um tema cercado de debates na medicina veterinária. O especialista alerta que a recomendação atual exige cautela e passou a ser vista como um assunto que divide opiniões.
Embora reduza os tumores mamários, a remoção precoce dos hormônios predispõe os animais a outros tipos de câncer e problemas de saúde. Por isso, a orientação atual é que a decisão seja individualizada, avaliando o porte, o padrão racial e os riscos em conjunto com a família do pet.

Prevenção e fatores de risco para os pets
A doença apresenta incidência variada e atinge de forma diferente os animais de acordo com a genética e as formas de castração. Entre os cães, raças como pastor alemão, cocker spaniel e poodle têm maior predisposição a tumores agressivos, enquanto as gatas siamesas exigem atenção redobrada pelo desenvolvimento precoce.
Para garantir o diagnóstico precoce, os tutores devem realizar o autoexame semanal ou mensal apalpando as mamas do pet desde o mamilo até as axilas e a virilha. Além disso, check-ups anuais são recomendados, passando para consultas semestrais em animais a partir dos sete ou oito anos de idade.












