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Março Amarelo alerta para doença silenciosa que coloca gatos em risco
A campanha do Março Amarelo chama atenção para Doença Renal Crônica (DRC) em gatos. Veterinária alerta sobre riscos e sintomas
atualizado
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Celebrada neste mês, a campanha do Março Amarelo tem o objetivo de conscientizar tutores acerca da Doença Renal Crônica (DRC) em gatos. A data reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, já que a condição é progressiva, irreversível e, muitas vezes, silenciosa.
Sinais de alerta
A veterinária Karin Botteon explica ao Metrópoles que a doença é mais comum em felinos de meia-idade e idosos. Além disso, pode passar despercebida no estágio inicial. Por isso, é importante que os tutores façam acompanhamento periódico com os bichanos.
Confira alguns sinais de alerta:
- Aumento de sede e volume de urina.
- Perda de peso e redução de apetite.
- Náuseas, vômitos e apatia.
- Piora na qualidade da pelagem.
A especialista reforça que, ao notar mudanças ou comportamentos na rotina do pet, é essencial buscar avaliação o quanto antes — e não só no mês de março. “Os exames de sangue e urina e, quando indicado, aferição de pressão arterial e exames de imagem, ajudam a identificar alterações de maneira mais precoce e a orientar melhor o plano de cuidado”, comenta.

Tratamento e prevenção
De acordo com Karin, um dos achados relevantes na investigação é a proteinúria, que representa o aumento de perda de proteína pela urina. “Está associada à redução da expectativa de vida e à progressão da DRC. Portanto, o controle desse marcador é fundamental para o manejo da doença.”
Para o tratamento, segundo a veterinária da Boehringer Ingelheim, existem opções terapêuticas que contribuem para retardar a progressão da enfermidade e manter a qualidade de vida. Ao descobrir a condição, é importante seguir orientações prescritas por um profissional.

“Ao longo do Março Amarelo reforçamos uma mensagem simples e essencial: prevenir é cuidar continuamente. Estimular a hidratação, manter uma rotina de acompanhamento e realizar exames periódicos, especialmente em gatos adultos e idosos, faz diferença para identificar alterações mais cedo”, conclui.








