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Galinha de apoio emocional ajuda professora: “Entende minhas emoções”

Sonia Kong estuda o impacto de pets no desenvolvimento humano enquanto compartilha rotina com a galinha “Saturday”, sua ave de terapia

atualizado

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Catherine Falls Commercial/Getty Images
Galinha
1 de 1 Galinha - Foto: Catherine Falls Commercial/Getty Images

Uma especialista em psicologia resolveu levar a teoria para a prática de uma forma inusitada. Sonia Kong, professora da Universidade do Norte da Colúmbia Britânica (UNBC), conta com o auxílio de uma galinha de apoio emocional para lidar com suas próprias demandas afetivas. Batizada de Saturday (sábado), a ave de 11 meses não é apenas um animal de estimação, mas uma companheira de terapia que, segundo a docente, possui uma sensibilidade aguçada para detectar e reagir às emoções humanas.

Entenda

  • A conexão: Sonia adotou a galinha em uma fazenda e afirma que o animal consegue entender quando ela está triste ou chorando.
  • Foco acadêmico: a professora pesquisa como o relacionamento com animais influencia o desenvolvimento saudável de adolescentes.
  • Estudo internacional: o projeto é realizado em parceria com a Universidade Chinesa de Hong Kong para avaliar diferenças culturais.
  • Choque cultural: até os pais da pesquisadora estranharam a escolha, questionando se a ave seria usada como alimento, o que ela nega enfaticamente.

Ciência e afeto no quintal

A escolha de um animal de granja como suporte terapêutico pode parecer atípica, mas para Kong, a inteligência da galinha Saturday é evidente. A ave recebeu o nome em homenagem ao sábado em que foi resgatada de uma fazenda nos arredores de Prince George. Para a psicóloga, o suporte oferecido pela galinha é silencioso, porém profundo.

“Quando eu estava triste, ela simplesmente ficava deitada ali, olhando para mim, tentando entender o que estava acontecendo”, relatou a professora à rede CBC. Para ela, essa percepção empática do animal é um pilar fundamental em sua rotina de bem-estar.

Imagem de galinha em granja comercial - Metrópoles
Kong, que leciona na Universidade do Norte da Colúmbia Britânica, está atualmente pesquisando como os animais de estimação afetam o desenvolvimento social e emocional dos adolescentes

O impacto dos pets na adolescência

A experiência pessoal de Sonia alimenta sua trajetória acadêmica. Atualmente, ela lidera uma pesquisa online internacional ao lado de Tracy Wong, professora assistente na Universidade Chinesa de Hong Kong. O objetivo é mapear como o tempo gasto com animais de estimação pode moldar as competências sociais e emocionais de jovens em diferentes partes do mundo.

O estudo busca entender se adolescentes de origens culturais distintas reagem de formas diferentes à presença de um pet e como essa interação pode servir como ferramenta de suporte psicológico durante o crescimento.

Barreiras culturais e valores

Nem todos, porém, compreendem de imediato a função da galinha Saturday. A professora revela que seus próprios pais ainda estão em processo de aceitação e chegam a fazer piadas sobre o destino final da ave. “Eles perguntam se vou comê-la. Eu respondo que jamais faria isso, ela é um animal de estimação”, explica.

Essa dinâmica familiar exemplifica exatamente o que Sonia estuda: como os valores culturais determinam a forma como enxergamos os animais — se como alimento, recurso ou, no caso de Saturday, como uma fonte essencial de apoio emocional.

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