Estudo indica que fóssil classificado como mamute era de uma baleia
Ossada que acreditavam ser de mamute era, na realidade, de uma baleia e muito mais recente do que se imaginava
atualizado
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Um estudo recente revelou que uma classificação de fósseis feita pela Universidade do Alasca estava muito errada. Até então, os fragmentos de vértebras eram apontados como pertencentes a um mamute de 13 mil anos, mas a nova análise revelou que não só a espécie estava errada, como também a idade. A pesquisa indicou que os restos mortais pertencem, em realidade, a uma baleia que morreu entre 1.854 e 2.731 anos atrás.
Os ossos estavam no acervo da universidade há 70 anos, mas não haviam sido avaliados com profundidade de forma individual. A pesquisa publicada em dezembro no Journal of Quaternary Science permitiu fazer uma análise química dos ossos, indicando níveis de nitrogênio que são compatíveis com criaturas marinhas, não terrestres.
Com a análise mais aprofundada, os pesquisadores descobriram que um dos fragmentos de vértebra pertenceu a uma baleia-minke e o outro a uma baleia-franca-do-pacífico-norte. Ambas as espécies estão vivas até hoje.
Uma baleia no meio da terra?
A descoberta, porém, não eliminou as dúvidas, já que os ossos foram encontrados a mais de 400 quilômetros da costa, aproximadamente a distância que separa São Paulo do Rio de Janeiro, e dentro de uma gruta natural. Com isso, surgiu a dúvida de como eles foram parar lá.
No estudo, os pesquisadores ventilam três hipóteses. A primeira é que os animais conseguiram nadar rio acima em uma época de cheia, mas a distância torna essa teoria menos crível. Outra hipótese é que as populações indígenas do norte da América usavam os ossos de baleia como moeda de troca ou objeto ritualístico, carregando-os ao interior de suas moradias.
A última hipótese é mais mundana. Como a classificação dos ossos foi feita sem muito cuidado na sua recepção, ficando mal identificada por décadas, os pesquisadores também especulam que talvez os animais apenas tenham sido colocados na caixa errada de ossos achados na caverna, o que explicaria a incompatibilidade.
