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Instituto Cão de Rodinhas promove conscientização, distribui cartilhas gratuitas e combate o preconceito contra a deficiência animal no país

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Além do "tadinho": instituto acolhe pets deficientes e auxilia tutores
1 de 1 Além do "tadinho": instituto acolhe pets deficientes e auxilia tutores - Foto: Imagem cedida ao Metrópoles

Quando um animal de estimação perde a mobilidade, a visão ou a audição, o diagnóstico costuma vir acompanhado de desespero. Por falta de informação e preconceito, a eutanásia é muitas vezes vista como a única saída — inclusive por profissionais da área. Para mudar essa realidade e provar que pets com deficiência podem, sim, ter uma vida feliz e leve, o Instituto Cão de Rodinhas atua em todo o Brasil desde 2018, oferecendo informação gratuita, acolhimento e desmistificando o uso de equipamentos como as cadeiras de rodas.

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Entenda

  • Combate ao capacitismo animal: o foco é tirar o rótulo de “coitadinho” e mostrar que, com a orientação correta, pets cegos, surdos, amputados ou paraplégicos vivem com extrema qualidade de vida.

  • Informação gratuita (cartilha do bem-estar): a ONG produz e envia, a custo zero para tutores e clínicas, um guia com orientações de manejo, uso de fraldas e adaptação do lar.

  • Comunidade e acolhimento: o Clube do Cão de Rodinhas reúne mais de mil famílias em diversos estados, promovendo encontros nacionais simultâneos e apoio mútuo.

  • Educação nas escolas e universidades: através de visitas escolares com literatura infantil e parcerias com faculdades de veterinária, o instituto planta sementes de empatia e atualiza a comunidade médica.

Da dor ao propósito: o nascimento da ONG

A história do Cão de Rodinhas se confunde com a da sua fundadora e presidente, a professora Larissa Tanaka Onuki. Tudo começou com Argos, um Border Collie adotado por ela que, com 1 ano e meio de diade, escapou por um buraco na cerca do sítio onde moravam e foi atropelado. O motorista não prestou socorro.

O animal sobreviveu a dez dias de UTI, traumatismo craniano e pulmão perfurado. A única sequela permanente foi a paraplegia.

“Quando recebemos a alta, ao invés de ficar feliz, me senti muito ansiosa e angustiada. Eu e meu marido trabalhávamos fora e não sabíamos como adaptar a rotina, as fraldas, o arrasto. Mudou tudo”, relembra Larissa.

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Capa do livro “Argos, o cão de rodinhas”

Para registrar a nova rotina, ela criou um perfil no Instagram. Ali, encontrou uma rede de apoio que a ensinou a não “reinventar a roda”. Em gratidão a esse acolhimento, Larissa decidiu transformar sua experiência pessoal em um projeto de conscientização nacional. Hoje, o Argos tem 9 anos e é o mascote que estampa o livro infantil escrito por Larissa para ensinar o respeito às diferenças nas escolas.

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Desmistificando o dia a dia e a cadeira de rodas

Uma das grandes missões do instituto é corrigir distorções técnicas. Um dos maiores mitos envolve o uso da cadeira de rodas. Ao contrário do que ocorre com humanos, os pets não devem passar o dia inteiro no equipamento.

“A cadeira de rodas é simplesmente um equipamento de exercício para ser usado por cerca de 40 minutos”, explica Larissa. Para o restante do dia, existem outras soluções explicadas na cartilha da ONG, como sacos de arrasto e botas de proteção.

A cartilha digital e impressa aborda ainda:

  • Manejo e esvaziamento da bexiga (para animais incontinentes);

  • Como fixar fraldas corretamente para manter a higiene;

  • Adaptação da casa;

  • Importância da fisioterapia e reabilitação para manejo de dores posturais.

A versão digital pode ser baixada no site cãoderodinhas.com.br, e a física pode ser solicitada pelas redes sociais da ONG. O envio é gratuito para tutores, clínicas e universidades.

Clube e ações em todo o Brasil

O Clube do Cão de Rodinhas já conecta tutores em mais de 13 estados e capitais brasileiras — com a meta de alcançar as 27 capitais nos próximos dois anos. Além de trocarem dicas de veterinários e produtos, os membros participam, duas vezes ao ano, de um Encontro Simultâneo Nacional em praças públicas. O objetivo é ocupar as ruas e mostrar à sociedade que esses animais brincam, correm e confraternizam normalmente.

A participação no clube é totalmente gratuita e o tutor ganha certificado e carteirinha de membro ao se cadastrar no site oficial.

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Como ajudar: voluntariado e doações

Prestes a comemorar 8 anos em abril, o Instituto Cão de Rodinhas é uma Organização Não Governamental (ONG) gerida por diretores 100% voluntários, sem remuneração. Todas as ações — como a impressão e envio de cartilhas — dependem exclusivamente da solidariedade de pessoas físicas e empresas.

Além do material educativo, a ONG ajuda cerca de 60 pets deficientes sem família, amparados por protetores independentes em vários estados. O instituto capta doações de insumos (fraldas, tapetes higiênicos, produtos veterinários) com grandes marcas e repassa a esses animais vítimas de abandono e maus-tratos.

Outro pilar financeiro e de conscientização é o famoso Calendário de Pets com Deficiência, que está indo para a sua 9ª edição nacional. O projeto fotografa gratuitamente entre 60 e 70 pets e as inscrições, abertas anualmente em julho, costumam esgotar em apenas 10 minutos.

Quer apoiar a causa?

As doações financeiras para custear materiais pedagógicos e envios podem ser feitas por:

  • PIX: contato@caoderodinhas.com.br

  • Financiamento coletivo: apoia.se/caoderodinhas

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