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Cadela acorrentada resgatada ganha novo lar: “Vai ser feliz, Bebel”
Após viver acorrentada em Hortolândia, cadela resgatada pela ONG Gavaa supera o medo e encontra família em final emocionante
atualizado
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A história da vira-lata Bebel é o retrato de uma transformação profunda que o afeto e o cuidado técnico podem realizar. Resgatada em uma situação de extrema vulnerabilidade em Hortolândia, no interior de São Paulo, a cadela — que passou grande parte da vida limitada por uma corrente curta e sofrendo com a desnutrição — finalmente deixou o passado de privações para trás.
Após meses de reabilitação física e emocional promovida por voluntários, Bebel foi adotada em março de 2026, tornando-se um símbolo de esperança para o bem-estar animal na região.
Entenda os 4 marcos desta recuperação
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O resgate: Bebel foi encontrada em dezembro de 2025, extremamente magra e presa a um fio em um bairro de Hortolândia, após denúncias de maus-tratos.
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Reabilitação médica: sob os cuidados da ONG Gavaa, ela passou por uma bateria de exames, castração e recebeu alimentação adequada para recuperar o peso.
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Superação do trauma: o histórico de isolamento gerou medo do contato humano, tratado com paciência pela equipe para que ela voltasse a confiar em pessoas.
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Adoção esperada: depois de passar por feiras de adoção sem sucesso em janeiro, a cadela finalmente encontrou seu lar definitivo no dia 23 de março.

Para Juliana Valverde, presidente do Gavaa (Grupo de Apoio aos Animais Abandonados), o caso de Bebel exigiu uma intervenção urgente devido à gravidade do cenário encontrado.
“Ela vivia acorrentada com um fio, uma guia, em uma situação de magreza severa. Conseguimos fazer o resgate no início de dezembro e ela permaneceu sob nossos cuidados por cerca de dois meses”, relata a ativista ao Metrópoles.
Durante o período no abrigo, o desafio foi além da saúde física. Como muitos cães que vivem em confinamento forçado, Bebel apresentava marcas emocionais profundas, demonstrando receio ao toque e à interação. Segundo Juliana, o processo de socialização foi gradual, ocorrendo paralelamente aos procedimentos veterinários padrão, como a castração e a vermifugação.
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A espera pela família ideal
A jornada rumo a um novo lar não foi imediata. Bebel chegou a participar de sua primeira feira de adoção no final de janeiro, em Campinas, mas voltou para o abrigo sem interessados. O receio dos voluntários era que, pelo seu histórico e porte, ela se tornasse uma moradora de longa data da ONG.
No entanto, a persistência da equipe e a divulgação nas redes sociais surtiram efeito. “Esta semana ela foi adotada por uma família e está sendo super feliz lá”, celebra Juliana. O anúncio da adoção gerou uma onda de comoção entre os seguidores da entidade, que acompanharam a cadela desde o estado de “condenada sem crime”, como descreveu a ONG em uma publicação, até a conquista da liberdade.
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Um novo capítulo
Agora, em vez do frio das correntes, Bebel desfruta de uma rotina de conforto e acesso livre a espaços amplos. O caso reforça a importância das denúncias de maus-tratos e do papel das ONGs na reabilitação de animais considerados “difíceis” devido ao trauma. Para os voluntários que cuidaram dela, a partida de Bebel para o novo lar representa a conclusão de uma promessa feita no dia do resgate: a de que ela nunca mais estaria sozinha ou aprisionada.
