Dia do Gato: entenda por que o seu bichano bebe pouca água
O baixo consumo de água faz com que o gato tenha problemas renais e urinários com mais frequência; veja como proteger os rins do pet

No Dia do Gato, comemorado neste sábado (8/8), a atenção com a saúde dos felinos ganha destaque em clínicas e lares. Por conta da evolução biológica e ancestral, o animal costuma ingerir pouco líquido diariamente, o que favorece o surgimento de graves complicações renais e urinárias. A veterinária Sheila Taíza explica que, para evitar complicações de sáude, existem algumas saídas para estimular o gato a beber água.
Entenda
- O gato descende de felinos selvagens de regiões áridas e evoluiu para retirar a água das presas, por esse motivo, o consumo de água é baixo.
- Um felino precisa de cerca de 40 a 60 mL de líquido por quilo (ao dia) para manter os órgãos saudáveis e evitar problemas renais.
- A pouca hidratação pode deixar a urina concentrada e é capaz de gerar cistites, cálculos e obstruções graves.
- Fique atendo aos sinais, pois pouca urina, fezes ressecadas, mucosas secas e pelos sem brilho indicam que o animal está ingerindo pouco líquido e pode estar desidratado.
- Potes largos de vidro ou inox, combinados com fontes de água corrente, estimulam o consumo de líquido.

A origem ancestral e o hábito do gato de beber pouca água
A baixa ingestão de água tem explicação na evolução da espécie. Descendentes do gato-selvagem-africano, que habitava regiões secas e desérticas, esses animais desenvolveram rins eficientes em conservar água e retiravam a hidratação das próprias presas, que continham até 75% de umidade.
Dentro das casas, os pets mantêm essa herança biológica e sentem menos sede que os cães. Quando consomem apenas ração seca, que tem pouca umidade, eles dificilmente procuram o pote de água por conta própria para compensar a necessidade do organismo.
Um felino saudável necessita de aproximadamente 40 a 60 mL de líquido por quilo a cada dia. A veterinária explica que “mesmo vivendo dentro de casa, o gato mantêm essa característica ancestral. Por isso, apresentam menor sensação de sede quando comparados a outras espécies”.
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Doenças renais, obstruções e os sinais de desidratação do gato
A ingestão insuficiente de água deixa a urina muito concentrada, abrindo caminho para cistites, cálculos e obstruções uretrais. Em machos, o canal estreito facilita o bloqueio, gerando acúmulo perigoso de toxinas e risco de morte em poucos dias se não houver socorro imediato.
É difícil identificar se o gato está desidratado, pois eles escondem os sintomas. Fique atento a fezes ressecadas, urina forte, gengivas secas, desânimo e pelos sem brilho, pois olhos fundos e perda da elasticidade da pele só surgem em quadros avançados.
A prevenção constante é a melhor ferramenta para proteger o trato urinário ao longo da vida do pet. A especialista reforça a importância dos exames preventivos:
“Check-ups regulares, incluindo avaliação clínica, exames laboratoriais e mensuração da pressão arterial, especialmente a partir da meia-idade, permitem identificar alterações precocemente e aumentam significativamente as chances de um tratamento eficaz.”

Adaptações no lar e uso de sachês na rotina do gato
Oferecer sachês e latas de alimento úmido na rotina é uma excelente estratégia, já que esses produtos possuem cerca de 80% de umidade. É importante ficar atento, pois o alimento pronto não elimina a obrigação de manter recipientes de água limpa disponíveis pela casa.
A organização do ambiente faz toda a diferença para atrair o pet até o pote. Vasilhas largas de vidro, cerâmica ou inox evitam o incômodo nos bigodes. Além de posicionar o recipiente longe da ração e da caixa sanitária, usar fontes de água corrente aumenta o interesse do animal.
A preceptora da Clínica Veterinária do UDF e especialista em Medicina Felina Sheila Taíza explica que “na natureza, água corrente tende a apresentar menor risco de contaminação por microrganismos quando comparada à água parada”. Embora nem todo gato apresente essa preferência, diversos estudos comportamentais mostram que muitos indivíduos demonstram maior interesse por água em movimento.













