Dia do Cão Idoso: entenda como a idade muda a rotina e o humor do seu pet
O Dia do Cão Idoso é uma forma de conscientização sobre a importância de garantir um olhar mais cuidadoso com os cachorros mais velhos

Nesta quinta-feira (1°/9), os cachorros mais velhos ganham um dia inteiro dedicado a eles. Embora não existam registros oficiais sobre quando e por quem a data foi criada, o Dia do Cão Idoso é um convite para os tutores se conscientizarem sobre a importância de um olhar mais cuidadoso com os pets que atingiram a idade avançada. Segundo a médica veterinária Sylvia Rocha, é essencial que a família passe a observar algumas mudanças de comportamento e humor no animal.
Com o passar dos anos, como explica Sylvia Rocha, o convívio com os cachorros tende a mudar um pouco de figura, com uma casa sem tanta energia e empolgação típicas dos bichinhos de quatro patas.
“Nessa fase, geralmente temos animais mais tranquilos, com uma rotina mais estabelecida e que valorizam muito a proximidade e o contato com seus tutores. Além da companhia e do vínculo afetivo, essa convivência também ensina sobre cuidado, respeito e adaptação às diferentes fases da vida”, comenta a especialista.
Diferentemente dos cães mais jovens, o animal idoso pode ter menos disposição para atividades intensas, dormir mais e precisar de alguns cuidados específicos.
“É uma fase em que precisamos respeitar mais o ritmo do animal e entender que envelhecer não significa deixar de ter qualidade de vida“, salienta Sylvia Rocha.
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Cão Idoso: o que muda no comportamento do animal
As mudanças de humor e de atitude dos cachorros idosos podem ser interpretadas de forma equivocada.
De acordo com a especialista, os papais de pet, por vezes, não sabem diferenciar uma postura que foge do padrão de alguma “birra” ou “manha”.
Sylvia explica que quando o pet se mostra mais irritado, sem querer carinho, com dificuldade de subir escadas, falta de energia na hora de passear, sonolência, fazendo barulhos durante a noite e deixando de fazer as necessidades em local adequado, é na verdade um sinal de alerta.
“Esses sintomas podem estar relacionados à dor, alterações de visão ou audição e até a mudanças cognitivas associadas ao envelhecimento”, salienta a médica veterinária.
Ela também chama a atenção para outros mudanças preocupantes: desorientação dentro de casa; alteração importante do ciclo de sono; dificuldade para reconhecer pessoas ou ambientes familiares; ficar parado olhando para paredes; mudanças na interação com a família e perda de hábitos que o animal já tinha adquirido.
“Qualquer mudança significativa ou repentina no comportamento deve ser investigada pelo veterinário. Muitas vezes, aquilo que parece apenas uma mudança de temperamento é a maneira que o animal encontra para demonstrar que algo está errado”, conclui Sylvia Rocha.






