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É o bicho!

Cuida de répteis em casa? Veja item indispensável para a saúde dos animais

Lâmpada ultravioleta é usada para evitar doenças em répteis; veja a importância do acessório se deseja ter este tipo de animal em casa

04/11/2026 02:00
Wirestock
répteis

A instalação de uma lâmpada ultravioleta no terrário é indispensável para evitar fraturas e doenças ósseas nos répteis. O biólogo Luiz Lima explica que esses animais dependem de fontes externas para regular a temperatura corporal, absorver cálcio e manter o metabolismo funcionando. O uso combinado de iluminação com radiação UVB e fontes de calor garante que o pet mantenha ciclos regulares de sono, apetite e digestão no ambiente doméstico.

Diferenciar as funções dos aparelhos e posicioná-los corretamente no recinto impede queimaduras e garante o bem-estar do bichinho.

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Combine o emissor térmico com a luz UVB no terrário para garantir a absorção de cálcio e a digestão do animal

Os répteis são animais que utilizam o calor externo para realizar processos fisiológicos vitais, como a digestão e a atividade física. A radiação UVA atua na percepção visual, estimulando a alimentação e o reconhecimento de outros indivíduos. Já a emissão de UVB permite a produção de vitamina D3 na pele, elemento essencial para a fixação do cálcio na estrutura óssea do animal.

Aquecimento e radiação ultravioleta cumprem papéis completamente diferentes e exigem equipamentos específicos no terrário. Uma lâmpada de cerâmica, por exemplo, gera apenas energia térmica sem emitir radiação.

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Colocar o recinto perto da janela não resolve o problema, pois o vidro comum bloqueia a passagem do UVB e pode causar o superaquecimento do espaço.

Luis Limarépteis
Esse tartaruga tem piramidismo, uma deformidade na carapaça causada normalmente pela alimentação inadequada e/ou falta de UVB, onde as placas do casco crescem para cima formando a aparência de pirâmides

Instalação e troca da lâmpada no terrário

O posicionamento dos equipamentos deve respeitar a potência indicada pelo fabricante para evitar lesões nos olhos ou queimaduras na pele.

O recinto precisa oferecer áreas com sombra e variação de temperatura para que o animal escolha onde permanecer. A alteração entre períodos de luz e escuridão deve ser controlada por temporizadores para regular o relógio biológico e os hormônios do pet.

A substituição periódica dos aparelhos é fundamental para manter a emissão dos raios invisíveis em níveis seguros. “O importante é lembrar que uma lâmpada pode continuar acesa mesmo depois de perder boa parte da emissão de UVB”, reforça o expert. 

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Use temporizador para regular o ciclo de luz e troque o equipamento a cada 6 ou 12 meses mesmo se ele continuar aceso

Sinais de alerta no réptil sem a lâmpada adequada

A ausência de radiação adequada traz prejuízos graves à saúde física das espécies mantidas em cativeiro. A deficiência prolongada de cálcio e vitamina D3 leva ao enfraquecimento e deformação dos ossos, além de fraturas e tremores. Em situações mais severas de falta de iluminação, o quadro pode até evoluir para a morte do animal.

Os primeiros sintomas da falta de calor e radiação surgem no comportamento diário do pet. Redução do apetite, apatia, lentidão na digestão e fraqueza são os principais alertas para o tutor. Ao notar qualquer dificuldade de locomoção ou mudança repentina de rotina, deve-se revisar as condições do recinto e buscar atendimento veterinário especializado.