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Cientistas clonam, pela 1ª vez, espécie ameaçada de extinção nos EUA

Conheça Elizabeth Ann, um furão-de-patas-negras, criada a partir de uma fêmea da espécie que morreu há 30 anos

atualizado 23/02/2021 16:32

A doninha-de-patas-pretas Elizabeth AnnUSFWS National Black-footed Ferret Conservation Center

Com quase dois meses e meio de idade, além de muita fofura, Elizabeth Ann é o primeiro animal de uma espécie nativa em extinção na América do Norte a ser clonado. A doninha-de-patas-pretas foi criada a partir de células congeladas de Willa, espécime que viveu há 30 anos.

O anúncio, feito na quinta-feira (18/2) pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos (USFWS, na sigla em inglês), aumenta a esperança de aumentar a diversidade genética desta espécie.

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O Departamento de Caça e Pesca de Wyoming enviou amostras do tecido de Willa para o Frozen Zoo do Zoológico Global de San Diego, que as congelou e desenvolveu uma cultura celular que permitiu a formação de Elizabeth Ann, a partir de técnicas de clonagem aplicadas em laboratório. Elizabeth Ann nasceu de cesariana e, até o momento, não apresentou anomalias.

“Estamos muito contentes por termos criado um estoque criogênico e, anos depois, fornecido culturas de células para este projeto revolucionário”, afirmou Oliver Ryder, diretor de Conservação Genética do zoológico, em nota.

O nascimento de Elizabeth Ann, em 10 de dezembro de 2020, é um marco, já que a doninha, ou furão-de-patas-negras, se encontra em perigo crítico de extinção. Nativa dos EUA, ela só continua existindo por conta de programas de reprodução em cativeiro para sua reintrodução na natureza.

A expectativa dos cientistas é clonar outros animais no futuro, tanto a partir do material genético de Wylla quanto de outros espécimes conservados. Seus clones podem ser levados, futuramente, a cruzar com Elizabeth Ann. O processo é longo, mas os especialistas planejam reintroduzir os netos ou bisnetos de Elizabeth Ann na natureza até 2025, se tudo ocorrer dentro do planejado.

Extinção em 1970 e 1980

Essa espécie foi considerada extinta na década de 1970, por conta da ação humana. Fazendeiros exterminavam cães-de-pradaria, pequenos roedoes que serviam de alimentos para as doninhas. Sem comida, a população foi sendo dizimada.

Na década de 1980, os furões ainda ressurgiram, mas foram novamente extintos por conta de doenças como a cinomose e a peste silvestre. Especialistas estimam que hoje existam entre 400 e 500 animais na natureza.

Preserve

Vale lembrar que a clonagem é um recurso científico usado em situações extremas, como a da doninha-de-patas-pretas. A melhor forma de conservar espécies ainda é de forma natural. Iniciativas eficazes, para isso, são a eliminação do tráfico ilegal de animais, além da conservação dos recursos naturais, dos quais todos os seres vivos dependem.

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