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Demônios da Tasmânia retornam à Austrália após três mil anos de extinção

Uma equipe de vários grupos de conservação liberou 26 marsupiais em um santuário na Austrália. Passo é considerado histórico

atualizado 05/10/2020 16:21

Tim Faulkner com demônio da TasmâniaAussie Ark/Reprodução

Um grupo de 26 demônios da Tasmânia foi solto em um santuário de 400 hectares em Barrington Tops, na Austrália. O passo é considerado histórico no país, onde a espécie estava extinta há 3 mil anos.

A soltura, realizada entre julho e setembro deste ano, foi comandada pelo Santuário Aussie Ark, junto com uma coalizão de grupos de conservação de espécies. O presidente do santuário, Tim Faulkner, afirmou que o processo foi semelhante ao movimento que devolveu lobos ao Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, na década de 1990.

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Nesta segunda-feira (5/10), o ator Chris Hemsworth e a esposa dele, Elsa Pataky, ajudaram a libertar 11 espécimes. O casal participou da montagem de armadilhas para levar os animais em segurança para o santuário e também ajudaram na soltura deles no habitat.

O programa de conservação de demônios da Tasmânia é realizado há 16 anos. Os especialistas comemoraram a “incrível e surreal” meta de devolver os animais à Austrália Continental. Os bichos reintroduzidos são jovens e saudáveis e foram selecionados por adequação reprodutiva, o que dará mais chances de aumento da população na natureza.

Ao longo dos próximos anos, eles serão monitorados por meio de armadilhas fotográficas e coleiras com rastreadores, para verificar se estão se adaptando bem à vida na selva.

Extintos por doença

Conhecidos pelo rosnado extremamente alto, mandíbulas poderosas e ferocidade ao confrontar rivais por comida ou companheiros, hoje, os demônios da Tasmânia (Sarcophilus harrisii) ainda ficam classificados como ameaçados de extinção depois que uma doença contagiosa, que provoca tumores faciais, devastou a população remanescente na ilha australiana da Tasmânia.

Segundo Tim Faulkner, o projeto visava criar uma população segura para ser devolvida à natureza, mesmo com o tumor sendo ainda intratável, para restaurar o ambiente nativo. “Os demônios apresentam uma das únicas soluções naturais para o controle da raposa e do gato, e a raposa e o gato são responsáveis ​​por quase todas as nossas 40 extinções de mamíferos (na Austrália)”, esclareceu.

No continente australiano, acredita-se que eles tenham sido exterminados por matilhas de dingos, que são cães selvagens nativos do vasto continente, há cerca de 3 mil anos.

Sem perigo aos humanos

Os demônios (ou diabos) da Tasmânia pesam até 8 kg e têm uma pelagem preta ou marrom, normalmente atacam outros animais nativos ou procuram carcaças de animais mortos.

De acordo com as autoridades ambientais do governo australiano, os demônios não são perigosos para os humanos ou animais. No entanto, eles se defendem quando atacados e causam ferimentos graves . O maior predador nativo da espécie no continente é o tigre da Tasmânia, que também havia sido considerado extinto, mas voltou a ser visto na natureza.

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Tasmanian Devils are making an Australian mainland comeback with the help of some friends! Actors and friends of @wild.ark , @chrishemsworth and @elsapatakyconfidential, helped release 11 Tasmanian Devils, to the wild, on September 10th, bringing the total released Devils to 26. They are among the first Tasmanian Devils to live in the wild on mainland Australia in 3,000 years. The team at Aussie Ark will monitor the marsupials in the 400-hectare wildlife sanctuary in the Barrington Tops through camera traps, radio collars and surveys to check how they are adjusting to life in the wild. The Devils have been given a platform to succeed – so stay tuned for regular updates on their progress and the 2021 breeding season! Tasmanian devils vanished entirely from mainland Australia, theoretically because they were outcompeted by introduced dingoes, which hunt in packs. Dingoes no longer occur in Aussie Arks protected areas, making it the perfect location for Devils. Dingoes never made it to Tasmania and the Devils thrived, but the island state, along with its Devils, now has it's own problems. A transmissible, painful and fatal disease called Devil Facial Tumour Disease (DFTD)—one of very few known contagious cancers—has decimated between 80 – 90 percent of the wild population of Tasmanian devils. Aussie Ark, previously known as Devil Ark, is as committed to the survival of the Devil in Tasmanian as ever. As a part of the mainland disease free insurance population we've bred over 400 joeys some of which have returned to Tasmanian. Now we are embarking on the ambitious opportunity to rewild and rebuild mainland ecosystems. Aussie Ark is their lifeline! Support Aussie Ark and help rewild Australia! DONATE TODAY! Link in bio. So far the #DevilComeback is going well! #RewildAustralia . @global_wildlife_conservation . #DevilComeback  #RewildAustralia #TasmanianDevil #TasmanianDevils  #Devilgram #aussieark #conservation #saveourspecies #savingourspecies #endangeredwildlife #threatenedwidlife #extinctionisnotanoption #extinctionispermanent #australianwildlife #visitherethisyear #upperhunter #barringtontops #australia

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