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Como Orelha, Brasil tem mais de 30 milhões de cães vivendo nas ruas
A história do cão Orelha viralizou nas redes sociais. No Brasil, há mais de 30 milhões de cães na mesma situação que o pet agredido em SC
atualizado
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Casos de maus-tratos a animais ainda são uma realidade alarmante no Brasil e, muitas vezes, acontecem diante de testemunhas que não sabem como agir. Denunciar, registrar provas e acionar os órgãos competentes são atitudes fundamentais para interromper a violência e salvar vidas, uma vez que mais de 30 milhões de cães vivem em situação de rua no país. Um episódio recente ocorrido em Santa Catarina, do cão Orelha, ilustra a gravidade do problema e reforça a importância de não se calar diante do sofrimento animal.
A Polícia Civil de SC investiga se um grupo de adolescentes foi responsável pelas agressões que levaram à morte do cão Orelha, animal comunitário que vivia na Praia Brava, em Florianópolis, e indiciou pais de adolescentes por coagir testemunha.

Com cerca de 10 anos, o cachorro era cuidado por moradores da região e estava desaparecido quando foi encontrado agonizando, no dia 16 de janeiro, por pessoas que acompanhavam sua rotina. Diante da gravidade dos ferimentos provocados por, ao menos, quatro agressores, os veterinários não tiveram alternativa senão realizar a eutanásia.
Caso do cão Orelha não é isolado
A história de Orelha não é um caso isolado. Ela reflete a situação de cerca de 30 milhões de animais abandonados nas ruas do país, segundo a Pesquisa Cenário de Abandono de Animais, realizada pelo quarto ano consecutivo pelo Cobasi Cuida, em parceria com ONGs de proteção animal e protetores independentes.
O levantamento aponta que quase 83% dos abandonos ocorrem em áreas urbanas, sendo a maioria em vias públicas (76,6%). Outros 6,3% acontecem nas proximidades de estabelecimentos comerciais, enquanto as áreas rurais concentram 17,2% dos casos.
Como identificar sinais de maus-tratos contra animais
Situações de violência nem sempre são explícitas, porém, alguns indícios podem ajudar a reconhecer quando um animal está em sofrimento. Ferimentos aparentes, como cortes, fraturas, queimaduras ou sangramentos, comportamento excessivamente agressivo ou apático, medo extremo de pessoas, além de sinais de abandono, como magreza excessiva, desidratação e falta de acesso a água, comida ou abrigo, são alertas importantes.
Outros sinais incluem a permanência do animal acorrentado por longos períodos, em espaços insalubres, exposto ao sol ou à chuva, bem como a ausência de atendimento veterinário em casos de doença ou dor visível.
Ao identificar qualquer uma dessas situações, é fundamental não ignorar o problema e buscar ajuda junto aos órgãos responsáveis, já que a omissão também contribui para a continuidade dos maus-tratos.
Presenciou um caso de maus-tratos? É crime, denuncie!
- IBAMA: 0800 61 8080 (para qualquer estado, útil para animais silvestres);
- Disque Denúncia: 181 (disponível em diversos estados, quando não é urgência);
- Polícia Militar: 190 (para urgência ou flagrante).








