Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
É o bicho!

Cachorro pode tomar chá? Quais infusões são tóxicas e quais estão liberadas

Especialista alerta que a cafeína é tóxica para os pets e explica a forma segura de preparar chás, sem adoçantes e servindo frio

04/09/2026 02:00
@teksomolika / Magnific
cachorro tomando chá

Cachorros podem tomar chá em pequenas quantidades, desde que a infusão seja preparada com plantas seguras, sem cafeína e servida fria. O biólogo Ricardo Andrade explica que a bebida pode ser vista apenas como um “petisco líquido” ocasional e pontua: embora não faça mal, o chá não faz parte das necessidades nutricionais dos cães.

Entenda

  • Erva-doce e camomila são opções seguras de chás, mas eles não substituem a água fresca.
  • O chá-preto, verde e o mate são tóxicos. A cafeína ataca o sistema nervoso do cão e pode causar convulsões graves.
  • A bebida deve ser servida fria ou em temperatura ambiente. O chá quente pode causar queimaduras na boca e no estômago do pet.
  • Nunca adoce a bebida. Usar açúcar, mel ou adoçantes coloca a saúde do animal em risco.
  • Tentar curar diarreia, dor de barriga ou ansiedade com um chá caseiro só atrasa o tratamento adequado no veterinário.

Cachorro pode tomar chá?

Muitas pessoas tentam transferir hábitos humanos para os animais, acreditando que os produtos naturais sempre fazem bem. No entanto, quando se trata do organismo canino, a segurança da bebida depende do tipo de planta, da concentração, da idade, do peso e de condições no fígado e nos rins do pet.

Mesmo em casos de preparações permitidas, a bebida não substitui a água fresca, que precisa estar sempre disponível como fonte principal de hidratação. Não há uma recomendação genérica de quantidade diária que seja aplicável a todos os bichinhos, já que um cão de 3 kg processa as substâncias de forma bem diferente de um de 30 kg.

cachorro tomando chá
O chá precisa ser servido totalmente frio e sem adoçantes

Qual chá é permitido e qual é proibido?

Infusões à base de camomila e erva-doce são algumas das preparações sem cafeína que costumam ser utilizadas para os cães.

Entre no canal de WhatsApp do Vida e Estilo

O tutor precisa conhecer a planta para garantir a segurança do pet, sem presumir que qualquer mistura de supermercado seja inofensiva. O chá deve ser servido 100% puro, sem açúcar, mel ou adoçantes. Adoçantes para humanos podem conter xilitol, substância extremamente tóxica para o pet.

Bebidas que contém cafeína são extremamente proibidas, incluindo o chá-preto, o verde e o mate, além de outras plantas produzidas a partir da Camellia sinensis. A cafeína intoxica os cachorros e afeta de forma direta os sistemas nervoso e cardiovascular, provocando aumento da frequência cardíaca, agitação, vômitos e, nos quadros mais graves, convulsões.

cachorro tomando chá
Chás que têm cafeína são totalmente tóxicos para os cães

O jeito certo de servir e o perigo do sachê

Não existe benefício terapêutico em oferecer líquidos quentes, e as temperaturas elevadas podem causar queimaduras graves na boca e no trato digestivo do cachorro. 

O tutor também deve redobrar a atenção com os sachês de ervas. Se o cão mastigar ou engolir um saquinho que contenha cafeína, ele receberá uma dose muito mais concentrada do produto tóxico. 

Ocorrendo uma ingestão acidental significativa, o ideal é ligar rapidamente para um veterinário, informando a quantidade consumida e o horário, sem tentar realizar tratamentos ou provocar o vômito em casa sem orientação profissional.

cachorro tomando chá
Oferecer um chá caseiro para tentar curar diarreia ou dores de barriga é um erro que atrasa o diagnóstico do veterinário

Funciona como remédio natural?

Embora algumas plantas tenham propriedades anti-inflamatórias, calmantes ou de alívio gastrointestinal, usá-las para tentar curar dores de barriga não é um tratamento comprovado para cães. 

Um animal ansioso, com vômitos ou com diarreia pode estar com uma doença que precisa de diagnóstico imediato, e tentar controlar os sintomas com uma infusão caseira pode atrasar o socorro adequado.

A regra mais importante na rotina é não humanizar o cachorro. O alerta do professor da Unifran resume bem os riscos que acompanham a falta de informação na hora da hidratação: “Natural não é sinônimo de seguro, e algo que faz bem para uma pessoa não necessariamente produzirá o mesmo efeito em um cachorro.”