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Cachorro pode ter doenças mentais? Entenda os sinais
O médico veterinário Thiago Borba explica como distúrbios como demência e Alzheimer afetam o comportamento dos cachorros
atualizado
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Se você já notou mudanças estranhas no comportamento do seu cachorro— como medo sem motivo, agressividade repentina ou até confusão com lugares onde sempre esteve — saiba que isso pode ter uma explicação séria. Segundo o médico veterinário Thiago Borba, os cães também podem sofrer de doenças mentais, incluindo quadros semelhantes ao Alzheimer e à demência em humanos.
Entenda: o que você precisa saber sobre saúde mental dos cachorros
- Cachorros podem ter doenças como Alzheimer e disfunção cognitiva.
- Mudanças de comportamento são os primeiros sinais: medo, agressividade e confusão.
- Sinais mais específicos: fazer xixi em lugares errados; sono desregulado; vocalizações sem sentido e reações exageradas a estímulos comuns.
- Não tem cura, mas pode ser controlado com: mudanças na alimentação; promotores de vascularização cerebral; moduladores de sono e antioxidantes; uso de selegilina, medicação aprovada para o tratamento.
O que observar no comportamento do seu pet
De acordo com Thiago Borba, os distúrbios mentais em cães não são apenas possíveis, eles são mais comuns do que muitos imaginam. “Assim como os humanos, os cachorros podem sofrer com doenças neurológicas e cognitivas, como AVC, Alzheimer, demência, entre outras”, explica.
Essas condições, segundo o especialista, normalmente se manifestam por meio de mudanças bruscas de comportamento. Um cachorro que era dócil pode passar a demonstrar agressividade, medo repentino ou reações desproporcionais a situações rotineiras. Em alguns casos, o pet parece “desorientado”, como se não reconhecesse mais os ambientes em que vive.
A disfunção cognitiva em cães, condição comparada ao Alzheimer, é caracterizada por comportamentos como urinar em locais inusitados, alterações no padrão de sono, vocalizações sem motivo aparente e respostas exageradas a estímulos comuns.

Tratamento e controle
Embora essas doenças ainda não tenham cura, Thiago destaca que é possível retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida do animal. “Mudanças na alimentação são fundamentais. O uso de promotores de vascularização cerebral, antioxidantes e reguladores de sono também ajudam bastante”, afirma.
Entre os recursos terapêuticos disponíveis, ele destaca a selegilina, medicamento aprovado para esse tipo de tratamento. “Com acompanhamento veterinário, é possível controlar os sintomas e oferecer uma vida mais confortável ao pet”, conclui.










