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35% dos cães têm sintomas de ansiedade: saiba por que e o que fazer
Além dos humanos, cães e gatos também têm enfrentado sintomas de ansiedade e estresse. Veterinária revela causas e como prevenir o quadro
atualizado
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Se antes a ansiedade era um tema associado apenas aos humanos, hoje ela também faz parte da rotina de muitos pets. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) revelam que mais de 35% dos cães atendidos em clínicas demonstram sinais de estresse e ansiedade — reflexo de fatores como solidão, mudanças na rotina e ausência de estímulos.
Os sinais
No entanto, a veterinária Vanessa Barreto comenta que, muitas vezes, alguns sintomas passam despercebidos pelos tutores, já que são vistos como comportamentos comuns do dia a dia. “Destruição excessiva de objetos, vocalização intensa, medo exagerado, agressividade repentina, dificuldade de ficar sozinho e lambedura compulsiva estão entre os sinais de alerta.”
Outros impactos incluem alterações no sono e apetite, episódios recorrentes de vômito, diarreia e dermatite. De acordo com a especialista, isso acontece porque fatores emocionais afetam diretamente o sistema hormonal e imunológico de cães e gatos — com o intestino e a pele sendo algumas das regiões mais sensíveis a essas mudanças.
As causas
Com o aumento de animais de estimação sofrendo com ansiedade e estresse, surge a dúvida: o que está causando isso? A resposta está principalmente nas mudanças de estilo de vida tanto dos pets quanto dos tutores. “Muitos passam a viver com menos estímulos naturais e espaço, além de menor gasto de energia.”

“Nesse período, muitos cães desenvolveram uma relação de dependência emocional mais forte. Durante o isolamento social, diversos pets se acostumaram à presença constante dos tutores, o que, posteriormente, favoreceu quadros de ansiedade de separação e estresse”, explicou a profissional da Dog Life sobre a influência do vínculo entre donos e seus peludos pós-pandemia.
Outra questão está associada ao aumento na procura por acompanhamento veterinário. Com mais animais frequentando clínicas, há maior percepção e diagnóstico de alterações emocionais. “Essas mudanças não devem ser encaradas apenas como ‘pirraça’ ou tentativa de chamar atenção”, orienta.

Como prevenir esses problemas?
Vanessa destaca que a prevenção passa, principalmente, pela construção de uma rotina equilibrada e criação de momentos de interação de qualidade. Além de passeios regulares, brinquedos olfativos e enriquecimento ambiental, é importante manter horários organizados para alimentação, descanso e atividades.
Por último, o tempo em que o animal fica sozinho não deve ser negligenciado. Alternativas como creches e pet sitters podem ajudar a minimizar os impactos da solidão e do isolamento. “É importante respeitar o perfil, a idade e necessidades de cada animal, já que cada um reage de forma diferente”, conclui.









