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OranjeBTC: o tombo na B3 da maior tesouraria de bitcoin do Brasil
Operando 100% em bitcoin, empresa caiu mais do que a moeda digital desde que estreou na Bolsa de Valores
atualizado
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Maior empresa brasileira de tesouraria de bitcoin, ou bitcoin treasury company, como eles preferem, a OranjeBTC estreou na B3 em outubro de 2025. De lá para cá, registrou um dos maiores tombos da história da bolsa de valores. Despencou mais de 70% em apenas quatro meses.
As ações da OranjeBTC começaram a ser negociadas por R$ 24,50. Nesta terça-feira (10/2), o papel custava R$ 6,53. No mesmo período o bitcoin também entrou em queda livre, mas a desvalorização foi bem menor: de R$ 610.266 para R$ 338.282, um tombo de 44%.
A OranjeBTC chegou na B3 com pompa após comprar, por R$ 15 milhões, a empresa de cursinho pré-vestibular Intergraus e herdar o seu lugar na B3 — o chamado IPO reverso.
Na estreia, a tesouraria anunciou ter no caixa mais de 3.600 bitcoins, o que logo rendeu o título de empresa com maior número de moedas digitais no país.
A estratégia anunciada era de atuar apenas com bitcoins e acumular o maior número da moeda digital possível — com o apoio, claro, de investidores interessados na criptomoeda.
Com o tombo, a empresa confessou que desde janeiro o valor das ações da companhia está abaixo do valor dos ativos da tesouraria da empresa, o que significa que a OranjeBTC está sendo negociada com deságio. Desde então, OranjeBTC tenta recomprar os papéis.
Aos investidores, o discurso do OranjeBTC é semelhante ao dos entusiastas do bitcoin: a queda é passageira e é preciso aguardar retornos a longo prazo.
