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Giolaser: do que o neto de Glória Menezes acusa Giovanna Antonelli
Giovanna Antonelli fundou rede de depilação à laser, firmou sociedade com Carla Sarni e depois deixou o grupo
atualizado
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O processo movido pelo neto da atriz Glória Menezes, o empresário João Paulo da Cruz Britto Filho, contra a rede Giolaser pede a responsabilização solidária de Giovanna Antonelli, que fundou a empresa de depilação à laser e firmou sociedade com Carla Sarni, CEO do Grupo Sallus.
João Paulo pede que seja reconhecida a responsabilidade pelos prejuízos sofridos por ele, levando em conta que prometeu lucros irreais baseados em informações falsas sobre o negócio.
Segundo a petição, a franqueadora omitiu custos operacionais reais, como gratificações de funcionários, e exerceu pressão psicológica para inflacionar o valor da venda. O resultado, ainda de acordo com a ação, foi um prejuízo estimado em R$ 328.622,50.
No processo, o empresário pede responsabilização solidária de Giovanna Antonelli e afirma que a imagem da atriz “foi amplamente utilizada pela franqueadora como elemento central de credibilidade e posicionamento da marca, figurando nos materiais institucionais e comerciais”.
“A atriz Giovanna Antonelli foi muito mais do que ‘só’ a ‘imagem’ da Giolaser, foi sócia fundadora da rede em 2013 (primeira clínica) e, já em 2014, lançou a franchising da marca, participando ativamente da captação de franqueados”, argumenta a petição.
A atriz deixou a sociedade logo após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) aceitar a primeira denúncia contra o grupo, no fim de 2024. Os advogados de João Paulo, no entanto, apontam que Antonelli era sócia durante todo o período em que as projeções e informações contábeis falsas foram apresentadas aos franqueados. “Ela não era mera endossante publicitária, mas sócia com atuação institucional vinculada ao crescimento da rede.”
“Não pode ser ‘fundadora’ para captar e ‘só marketing’ para se eximir. Se o nome da Giovanna serviu para atrair contratos para a rede da qual ela era uma das donas, também serve para que ela responda quando o modelo da rede dela, que carregava o seu próprio nome, se mostrou inviável”, diz trecho do processo.
Os advogados também ponderaram que “se vier a ser alegado ‘desconhecimento’ pela Giovanna Antonelli quanto à situação da rede, essa tese também não se sustenta — e, de todo modo, agrava a responsabilidade por omissão”
.Como revelou a coluna, Carla Sarni e a atriz Giovanna Antonelli são investigadas por crimes graves, como propaganda enganosa e pirâmide financeira. O processo cível pede indenização de R$ 2,2 milhões e aponta a ocorrência de promessas enganosas e a inviabilidade de manter uma franquia da Giolaser aberta, sem acumular prejuízos por, entre outros fatores, cobranças não previstas no contrato e imposição de taxas.
Inquérito criminal
- O rompimento do contrato, no entanto, não impediu que Giovanna fosse alvo de um novo inquérito, desta vez criminal, instaurado no último dia 3 de junho;
- A denúncia indica o cometimento dos crimes de concorrência desleal, propaganda enganosa, crime contra a economia popular e falsidade ideológica;
- A investigação apura que os delitos ocorreram por meio de adulteração de documentos contábeis e pirâmide financeira.
Enxurrada de denúncias
Em novembro de 2025, a empresária Carla Sarni, CEO do Grupo Salus, que reúne franquias como Giolaser, Sorridents e Olhar Certo, passou a ser alvo de denúncias públicas de sócios e franqueados após procurar uma delegacia de polícia para registrar Boletim de Ocorrência contra Leonardo Torloni, filho da atriz Christiane Torloni e do diretor Dennis Carvalho, como revelou o Metrópoles.
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