Dinheiro e Negócios

Giolaser: Carla Sarni foi condenada cinco dias após registrar BO contra Torloni

Na ação, outra franqueada apontou prejuízos decorrentes do modelo de negócios considerado inviável pelo ator e empresário Leonardo Torloni

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/Redes Sociais
Leonardo Torloni de Carvalho (2)
1 de 1 Leonardo Torloni de Carvalho (2) - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A empresária Carla Sarni foi condenada, no dia 10 de dezembro, a indenizar uma franqueada da Giolaser. O valor estabelecido na sentença do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) foi de R$362.960,14. Os prejuízos da franqueada, no entanto, de acordo com os autos, foi bem maior: R$ 876.990,18.

A condenação ocorreu cinco dias depois de Carla Sarni procurar uma delegacia de polícia para registrar um Boletim de Ocorrência contra Leonardo Torloni, filho da atriz Christiane Torloni e do diretor Dennis Carvalho. Na ocasião, a empresária afirmou que Leonardo teria afirmado que iria denunciá-la à imprensa caso ela não pagasse a ele R$ 3,9 milhões.

Carla acusa Torloni de extorsão. Ele, por outro lado, afirma que busca de maneira legal o ressarcimento de prejuízos decorrentes do modelo de negócios inviável vendido por Carla, que é CEO do Grupo Salus — responsável por diversas franquias, entre elas a Giolaser, especializada em depilação e tratamentos estéticos, e a Sorridentes, de clínicas odontológicas;

Leonardo tinha franquias tanto Giolaser quanto da Sorridents. Ele afirma ter investido mais de R$ 7 milhões, acumulando perdas superiores a R$ 11 milhões; enquanto a franqueadora teria obtido mais de R$ 3 milhões em royalties no mesmo período.

Nos autos da condenação, a franqueada aponta problemas semelhantes aos citados por Leonardo na negociação com Carla. A franqueada que acionou a Justiça afirmou, nos autos, que foi atraída pela propaganda da Giolaser, que prometia alta rentabilidade, inclusive associando a marca à atriz Giovanna Antonelli, que foi sócia de Carla no negócio.

A franqueada, então, conta que após assumir a unidade constatou que a “clínica era inviável economicamente, acumulando prejuízos mensais acima de R$ 50 mil”. A autora da ação também afirma que a franqueadora “realizou práticas abusivas, como cobranças indevidas, retenções automáticas de valores, lançamentos sem respaldo, exclusão da autora de grupos oficiais e uso enganoso da imagem de Giovanna Antonelli mesmo após sua saída da sociedade”.

Na sentença, o juiz Fábio Henrique Prado de Toledo determinou a anulação do contrato de franquia celebrado entre as partes e condenou Carla Sarni e o Grupo Salus a ressarcir a autora do processo em R$ 362.960,14.

Investigação por propaganda enganosa e pirâmide financeira

Como revelou a coluna, Carla Sarni e a atriz Giovanna Antonelli são investigadas por crimes graves, como propaganda enganosa e pirâmide financeira. A atriz deixou a sociedade a empresária logo após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) aceitar a primeira denúncia contra o grupo, no fim de 2024.

O processo cível pede indenização de R$ 2,2 milhões e aponta a ocorrência de promessas enganosas e a inviabilidade de manter uma franquia da Giolaser aberta, sem acumular prejuízos por, entre outros fatores, cobranças não previstas no contrato e imposição de taxas.

O rompimento do contrato, no entanto, não impediu que Giovanna fosse alvo de um novo inquérito, desta vez criminal, instaurado no último dia 3 de junho. A denúncia indica o cometimento dos crimes de concorrência desleal, propaganda enganosa, crime contra a economia popular, falsidade ideológica, por meio de adulteração de documentos contábeis, e pirâmide financeira. A representação criminal foi assinada por 46 franqueados e ex-franqueados do grupo.

“É para pressionar, não é para conversar com franqueado”

Além das denúncias formais protocoladas no Ministério Público de São Paulo (MPSP), franqueados de empresas do Grupo Salus relatam uma rotina de ofensas, ameaças e medo.

Em um áudio obtido pelo Metrópoles, Carla xinga e grita com funcionários exigindo que eles pressionem os franqueados. A gravação foi feita durante uma reunião onde ela teria questionado os resultados financeiros das unidades do grupo.

“Vai pra puta que pariu. Não é para falar com o cara, é para pressionar o cara. Isso tem uma diferença gigante. Eu bater papo com franqueado e eu pressionar o franqueado”, diz Carla na gravação.

Ouça:

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?