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Giolaser: filho de Christiane Torloni aponta prejuízos milionários e nega extorsão

Leonardo Torloni foi acusado de extorsão pela empresária Carla Sarni, ex-sócia de Giovanna Antonelli à frente da Giolaser

atualizado

metropoles.com

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Reprodução/Redes Sociais
Leonardo Torloni de Carvalho (3)
1 de 1 Leonardo Torloni de Carvalho (3) - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Denunciado pelo crime de extorsão pela empresária Carla Sarni, CEO do Grupo Salus — responsável por diversas franquias, entre elas a Giolaser, especializada em depilação e tratamentos estéticos – Leonardo Torloni, filho da atriz Christiane Torloni e do diretor Dennis Carvalho, nega a acusação e afirma, por meio dos advogados, que a negociação formal e conduzida pelos defensores é decorrente de prejuízos milionários por conta do modelo de negócios “defeituoso”.

Leonardo tinha franquias da Giolaser e da Sorridents, ambas do Grupo Salus. Ele afirma ter investido mais de R$ 7 milhões, acumulando perdas superiores a R$ 11 milhões; enquanto a franqueadora teria obtido mais de R$ 3 milhões em royalties no mesmo período.

Como mostrou o Metrópoles, Carla Sarni registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil do Estado de São Paulo contra Leonardo. Na ocasião, a empresária afirmou que Leonardo teria afirmado que iria denunciá-la à imprensa caso ela não pagasse a ele R$ 3,9 milhões.

Documentos apresentados pelos advogados de Leonardo, no entanto, mostram que a negociação entre eles foi formal, registrada em notificações extrajudiciais, e incluía a confidencialidade das tratativas, pedida por Leonardo.

Nos registros, o Leonardo aponta a inviabilidade do modelo de negócios. “Todas as unidades em questão (e dezenas de outros franqueados pelo país) tiveram exatamente o mesmo resultado: prejuízo massivo, descapitalização e inviabilidade estrutural. A repetição matemática desse desfecho, independentemente de quem gere, é a prova cabal de que o insucesso é inerente ao modelo e não aos operadores. Trata-se de um modelo de negócios defeituoso de origem, incapaz de se sustentar mesmo sob gestões competentes, diligentes e experientes”, afirma o empresário em uma das notificações enviadas ao Grupo Salus.

Em nota, o advogado de Leonardo, Walfrido Warde, afirma que ele “sofreu danos materiais de vulto, causados pela conduta negocial do Grupo Salus, sob a condução de sua presidente, a Sra. Carla Sarni”.

“Torloni exercerá seu direito legítimo de ação para buscar ressarcimento pelos danos que lhe foram causados. Antes disso, todavia, em favor da boa-fé e da consensualidade, notificou a contraparte para tentar uma solução amigável. A notificação foi respondida. Ambas as missivas dão conta de que as tratativas se deram em ambiente de urbanidade e tecnicidade”, aponta.

Por fim, o advogado diz que “a acusação amplamente divulgada na imprensa causa perplexidade e indignação e dará ensejo à tomada de medidas judiciais cabíveis”.

Investigação por propaganda enganosa e pirâmide financeira

Como revelou a coluna, Carla Sarni e a atriz Giovanna Antonelli são investigadas por crimes graves, como propaganda enganosa e pirâmide financeira. A atriz deixou a sociedade a empresária logo após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) aceitar a primeira denúncia contra o grupo, no fim de 2024.

O processo cível pede indenização de R$ 2,2 milhões e aponta a ocorrência de promessas enganosas e a inviabilidade de manter uma franquia da Giolaser aberta, sem acumular prejuízos por, entre outros fatores, cobranças não previstas no contrato e imposição de taxas.

O rompimento do contrato, no entanto, não impediu que Giovanna fosse alvo de um novo inquérito, desta vez criminal, instaurado no último dia 3 de junho. A denúncia indica o cometimento dos crimes de concorrência desleal, propaganda enganosa, crime contra a economia popular, falsidade ideológica, por meio de adulteração de documentos contábeis, e pirâmide financeira. A representação criminal foi assinada por 46 franqueados e ex-franqueados do grupo.

“É para pressionar, não é para conversar com franqueado”

Além das denúncias formais protocoladas no Ministério Público de São Paulo (MPSP), franqueados de empresas do Grupo Salus relatam uma rotina de ofensas, ameaças e medo.

Em um áudio obtido pelo Metrópoles, Carla xinga e grita com funcionários exigindo que eles pressionem os franqueados. A gravação foi feita durante uma reunião onde ela teria questionado os resultados financeiros das unidades do grupo.

“Vai pra puta que pariu. Não é para falar com o cara, é para pressionar o cara. Isso tem uma diferença gigante. Eu bater papo com franqueado e eu pressionar o franqueado”, diz Carla na gravação.

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