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BRB transferiu R$ 16 bilhões para o Master em pouco mais de um ano

Segundo o MPF, R$ 12 bilhões foram transferidos apenas nos primeiros cinco meses de 2025

atualizado

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1 de 1 brb - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O BRB transferiu R$ 16 bilhões para o Master de julho de 2024 até o dia 3 de outubro deste ano. A maior parte do valor saiu dos cofres do banco estatal nos primeiros cinco meses de 2025: foram R$ 12,2 bilhões de janeiro a maio.

As transações foram apontadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e constam na decisão judicial que autorizou a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (18/11).

Parte do valor foi paga pelo BRB pela aquisição de uma carteira de crédito pela qual o Master não desembolsou um real sequer, da Tirreno. O motivo para o não pagamento seria, justamente, a ausência de comprovação da existência dos créditos.

Mesmo assim, o Master repassou a carteira para o BRB, que transferiu R$ 12,2 bilhões – sendo R$ 6,7 bilhões pelas carteiras e R$ 5,5 bilhões em prêmio.

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Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação
A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor, anunciar a compra do Banco Master, com aporte inicial de R$ 3 bilhões
Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais e sanções administrativas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados e eventuais beneficiários finais das operações fraudulentas
A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional,  entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas
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A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional, entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas

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A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor, anunciar a compra do Banco Master, com aporte inicial de R$ 3 bilhões
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A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor, anunciar a compra do Banco Master, com aporte inicial de R$ 3 bilhões

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Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais e sanções administrativas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
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A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados e eventuais beneficiários finais das operações fraudulentas
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A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados e eventuais beneficiários finais das operações fraudulentas

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A venda do Banco Master para o BRB foi oficialmente comunicada em março de 2025. A decisão da Justiça aponta que as transferências ocorreram tanto antes quanto depois do processo de avaliação da autarquia, que negou o negócio.

“Assim, verifica-se que as transferências vêm sendo realizadas desde 2024, mesmo diante das ressalvas formuladas pelo Banco Central, bem como dos reiterados pedidos de informações e de monitoramento dirigidos à instituição. Nesta hipótese, há indícios veementes da prática do crime de gestão fraudulenta dos gestores do BRB em conluio com os Diretores do Banco Master”, afirma a decisão.

 

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